Thursday, 17 March 2011
Foderam-se
Fizeram uma fatality ao Jesus Cristo mas ele ressuscitou na Páscoa.
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Nada mau, olha
O menino Jesus deixou-me uma prenda no sapatinho - pé de atleta.
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Porreiro
Inventei uma modalidade, o karaóquei em patins. Quem acha que sabe cantar, leva com um pau.
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Pudera
O Anticristo transforma o vinho em água, por isso é que os bêbados são católicos.
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Ó pente da minha terra!!
Os penteados da Mariza e Eminem são filhos do Roberto Leal.
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Isto não é um dilema
Se tiver de optar entre ver o circo e o enforcamento do Saddam, escolho o segundo.
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É assim
Fã número um das pessoas que dizem "zero graus negativos".
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Ui ui
Mandavam bocas ao Mike Tyson até que ele lhes mandou uma orelha.
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Chess
No xadrez o cavalo comeu a rainha e o rei ficou com ciúmes.
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Atchunga!
Quando o Espírito Santo se constipa, vira Espírito Santinho?
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Highlander
Um período de cem anos é um século, um de cento e dois um Manoel de Oliveira.
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Cantiga popular
A saia da Cicciolina tem um cavalo pintado, sim Cicciolina ó - i - ó - ai, sim Cicciolina ó - ai meu bem.
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Hell
O inferno da Paula Bobone fica no paraíso do Fernando Mendes.
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Nem era mau
Há uma probabilidade de o mundo se tornar um lugar melhor - com um holocausto de músicas natalícias.
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Baby baby woooo
O Justin Bieber no nível 2 de super-guerreiro transforma-se no Michael Bolton.
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Coisas da vida
Meti-me a snifar farinha e espirrei um papo-seco.
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Branca de Neve Taxi Driver e isso
Espelho meu, espelho meu... You talkin' to me?
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Ajuda às exportações
Tirei a tocha à Estátua da Liberdade e dei-lhe a segurar uma caneca das Caldas.
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Belly button
Guardei o cotão do umbigo durante dez anos e mandei fazer um colchão.
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Pornografia
Ser argumentista de filmes pornográficos deve dar um trabalho do pénis.
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Bandasc
Acabaram os Da Weasel. O problema? Os Pólo Norte ainda não.
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Provavelmente
As gajas da Idade Média, tinham o período medieval?
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Só uma ideia
O gajo que inventou os Malucos do Riso devia ser enterrado vivo.
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Diário de Estraminador #3

Eh lá Diário, tá tudo?
Não te irrita quando uma pessoa faz perguntas deste género? "Tá tudo?" Mas tudo o quê? E tudo está de que maneira? Ai caralho, a língua baralha-me porra.
Olha, cá estou eu mais uma vez a escrever um niquinho de merdas. Não venho cá muitas vezes pois como deves saber um andróide também tem os seus afazeres. Esta semana ainda não tentei matar o Jóne Cónâr, mas olha que se calhar no sábado dou um saltinho ao passado, nem que seja para comer uns caracóis e ver a bola.
Estes andróides novos que a Scainéte anda a pôr cá fora são um aço. Há um de metal que muda de forma e tudo, o que dá certamente algum jeito às pessoas com necessidades, já que o tipo se pode transformar numa grande variedade de electrodomésticos.
Mas olha, estou para aqui nesta conversa de caca e esqueci-me de que tenho de estar às três e meia na inspecção. Vão mudar-me o braço esquerdo, pois escavaquei-o a tentar jogar bowling com um Fiat Panda. Bem, um grande bem-haja e isso.
Bjokas.
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Saturday, 26 February 2011
Friday, 18 February 2011
Ka-Lello Maria
Nascera quando no seu planeta se travava uma guerra terrível, que acabaria por trazer a completa destruição daquele sistema solar. Os Três Estarolas, liderados pelo general Fernando Chalana, chacinaram toda a população. Toda - claro está - excepto Ka-Lello, que havia sido enviado numa nave por seu pai, Jor-Nal, que tinha como destino o planeta Agostini.
Ali Ka-Lello passou a sua infância e cresceu sob a alçada dos pais adoptivos, Namíbia e Zigoto Ribeiro. Cedo estes começaram a perceber que nele havia algo de diferente. O facto de ter chegado numa nave em forma de pénis não era para eles coisa suficientemente espantosa. Ka-Lello - agora baptizado Claque Quente - parecia ter capacidades e poderes acima dos comuns habitantes de Agostini. Naquele planeta, tudo era feito e comprado por fascículos nos quiosques. Os seus pais adoptivos, por exemplo, tinham uma mesa de três pernas apenas na cozinha porque se haviam esquecido de comprar o fascículo que trazia a última perna, a 27 de março de 1979. Haviam no entanto improvisado, colocando ali ora um guarda-chuva, um cabo de vassoura ou um anão de pé a comer pistachios.
Ah sim, mas Claque Quente (ou Ka-Lello) nascera com a fascinante capacidade de obter os objectos por completo, sem precisar de os comprar separadamente por fascículos. Havia quem dissesse que isto tinha que ver com a sua fantástica capacidade persuasora - mas aqui entre nós, acho que se devia antes à brutalidade com que apertava os garganetos e volta e meia a tomatada dos sujeitos dos quiosques.
Aos vinte e três anos Claque Quente apaixonou-se por Luis Leine, jornalista da Dica da Semana. Com ele manteve uma relação homossexual até 8 de Janeiro de 1998, dia em que tirou da narina direita um macaco e o colou na nuca de uma senhora de idade. Tem herpes labial, mas até ver, vive feliz.
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Sunday, 13 February 2011
Wise Men
Se os reis magos se chamassem Bibi, Carlos Cruz e Farfalha o novo testamento tinha duas páginas.
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Natalício III
Tenho um unicórnio no meu presépio porque aprecio o realismo.
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Natalício II
No presépio porno a Cicciolina fica debaixo do burro.
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Époque Nátálaisse
Gosto tanto do Natal como de entalar o escroto num passe-vite.
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Per Capita
A guilhotina foi daquelas invenções de perder a cabeça.
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Casa Piano
O Bibi passou ao lado de uma grande carreira como Pai Natal de shopping.
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Darwinismo
Bactérias encontradas pela NASA confirmadas como organismo inteligente - nenhuma delas ouve Justin Bieber.
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Coração
Last christmas I gave you my heart - agora tenho um pacemaker.
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Pedo
Os telescópios do Vaticano estão sempre apontados para a Ursa Menor.
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Guerra das Estrelas
No Star Wars os ecologistas têm sabres laser a energia eólica.
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Horselover
Diferença entre Tróia e a Cicciolina? Não há. Ambas deixaram entrar o cavalo.
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Fight Club
Só há uma maneira de acabar com a violência doméstica - meter as gajas a treinar com a Telma Monteiro.
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Thursday, 10 February 2011
Diário de Estraminador #2

Querido Diário, come with me if you want to live.
Não? Então tá. Olha, a Scainéte mandou-me outra vez ao passado limpar o sarampo ao Jóne Cónâr, mas falhei. Não é que me distraí na montra de uma loja de televisões a ver uma repetição do Big Show Sic? Epá, 'tava ali montado um belo programa, porra, há que admiti-lo. João Baião sob o efeito de estupefacientes, Macaco Hadrianno, bailarinas russas com celulite, Dj Pantaleão, Ediberto Lima e Carlos Castro no júri? Que é que os humanos queriam mais?
Não via um programa tão culturalmente rico desde... bem, a verdade é que eu nunca tinha visto um programa de televisão. Mas Diário, a parte melhor foi sem dúvida quando entraram os D'Arrasar a cantar o seu "Rainha da Noite". E aí não fui capaz de me conter - e bati o pé. A sério. Há dias assim. No fim de contas, acabei por levar um raspanete por não ter matado o Jóne Cónâr, mas sabes como é, quando se vai ao passado há tanta coisa estúpida para ver que nem apetece a uma pessoa incorrer na prática do homicídio.
Não via um programa tão culturalmente rico desde... bem, a verdade é que eu nunca tinha visto um programa de televisão. Mas Diário, a parte melhor foi sem dúvida quando entraram os D'Arrasar a cantar o seu "Rainha da Noite". E aí não fui capaz de me conter - e bati o pé. A sério. Há dias assim. No fim de contas, acabei por levar um raspanete por não ter matado o Jóne Cónâr, mas sabes como é, quando se vai ao passado há tanta coisa estúpida para ver que nem apetece a uma pessoa incorrer na prática do homicídio.
Al bi béque
Jokas****
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Friday, 4 February 2011
Inimigo Imaginário #3

Há dias pensei no Vítor Barraca que andou comigo nos sexto, sétimo e oitavo anos. Lembras-te dele? Sim, de facto, é difícil apagar da memória uma personagem daquele calibre, com um hálito de fazer inveja ao Godzilla. Era um tipo sempre disposto a ajudar, normalmente violentando os ombros dos outros colegas com valentes murraças. Hoje em dia, com todas as modernices que existem, chamar-lhe-iam "bully". Mas o estrangeirismo não assentaria nem seria capaz de descrever tudo aquilo que o Vítor representava. Aquele suor hediondo, a fraca literacia e o sorriso que deixava antever umas gengivas que aparentavam padecer de escorbuto, nada disso cabia na palavra "bully". Porque o Vítor não era apenas o "bully" clássico dos filmes, que violenta, oprime e chantageia.
Quer dizer, ele fazia isso tudo, mas aproveitava para chatear os outros e volta e meia, cuspir. Digo cuspir naquele sentido de o Vítor ser incapaz de falar sem soltar no ar humildes gafanhotos de cuspo. Já quanto a cuspir mesmo, isso era mentira. Uma vez, lembro-me agora, ficou com o cuspo preso no queixo - muito à semelhança do que aconteceu ao Pillas-Boas aqui há tempos. Mas coisa que o Vítor tinha de bom era uma assinalável pontaria, que dava bastante jeito em singelas e mundanas actividades, como atirar calhaus às pessoas.
Sabes que super-poder sempre desejei? Aquele que o Quénu Ríves tem no Má Trics, de parar as balas antes de ser esburacado. Iria usá-lo não para parar balas mas para pôr termo aos perdigotos com que o Vítor nos atingia na face. Que saudades desses tempos, de ver o Vítor chafurdar na lama cada vez que chovia. Não era bom nem mau, sabes? Nos tempos áureos do cavaquismo, era o que havia. Mas cada vez que nisso penso, aperta-me o coração, os olhos enchem-se de lágrimas e as calças de uma urina alaranjada.
Uma memória que tenho bem vívida desses tempos foi quando, num intervalo da manhã, o Vítor manifestou a sua inteligência. Dirigindo-me a ele em tom de ofensa, disse, "És mesmo heterossexual!". Indignado, o Vítor perseguiu-me por toda a escola, não descansando até me esmurrar os ombros de modo prazeroso. Quando lhe expliquei o significado da palavra "heterossexual", soltou um "ah!" e foi-se. Boa cena, dirias tu. Mas não, deixas-te ficar caladinho, a fazer de conta que não existes e o caralho.
O passado já não volta; nunca voltou. E ainda bem, sabes porquê? Porque não sei se aguentaria visionar novamente todos os episódios da novela Anjo Selvagem. Aquilo, parecendo que não, maçava.
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Friday, 28 January 2011
Desodorizante Moldura
Nasceu. Vá lá, já não foi nada mau, há quem não tenha essa sorte. Seu pai, Carrapiço Moldura, tinha uma velha mania de fazer salto em altura para o sofá. Nem sempre com bons resultados, diga-se, como se confirmou a 25 de Maio de 1984, quando ao atirar-se para o sofá o comando da televisão ficou alojado no seu canal rectal.
Fora isso, Desodorizante teve uma infância feliz. A sua mãe levava-o a passear nos jardins da cidade, a andar de escorrega e dar de comida aos patos. De vez em quando andava também naquela espécie de baloiço a moedas às portas dos cafés, em que se metia cem paus e a criança baloiçava uns bons dez segundos. Quase excitante, diriam alguns. Desperdício de dinheiro, diriam outros.
Mas a sua actividade predilecta quando ia passear com a mãe era mesmo dar pão duro de comer aos patos. Por vezes, deixava endurecer pães de forma inteiros, que atirava parvamente às cabeças das aves, pobrezinhas, que lá iam ficando - à semelhança de Desodorizante - com lesões cerebrais.
O melhor jardim da cidade, para Desodorizante, era o Jardim dos Drogados. Tinha sempre aqueles tipos muito castanhos com a Dica da Semana enrolada debaixo do braço para apontar quando andavam a arrumar carros. Mas uma coisa era certinha, não se comparava ao Jardim das Putas.
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Bukowski #2
Eu era jovem quando o meu herói era jovem
sendo a única diferença entre nós o facto de
ele se ter tornado rapidamente famoso
e assim que vi a foto dele
no jornal
em discotecas com famosos
e sem que eu tivesse sequer tempo de respirar, veio uma
guerra
e ele vestia uma farda
toda janota
mas eu lembro-me de ler nos seus
livros
ele dizer que nunca mas nunca iria para a
guerra.
bem, muitos de nós têm
heróis
e não queremos que eles
sejam
vulgares,
queremos que eles sejam perigosos
e originais
e nunca se comprometam com nada.
Eu não conseguia compreender
como podia um homem escrever tão
provocadora e claramente
e depois ir fazer o
contrário.
pensava que aquilo
que tu escreves
vem da tua
alma
e um
final destes
cobarde
protagonizado pelo meu herói
era impossível.
então virei-lhe as costas
e assim o fez também
o público - ninguém estava muito interessado
no livros acerca da sua
vida no exército.
depois ele foi para Malibu e sentou-se na praia e
observou as ondas
caindo na costa como mentiras como mentiras como mentiras...
A Morte de Um Herói, Charles Bukowski. (tradução do Pénis)
Sunday, 23 January 2011
Thursday, 13 January 2011
A Visão Profética de Cicciolina Gordo

O sol penetrava a vidraça, atravessando os ares do quarto numa coluna de luz. Na cadeira da secretária onde tinha o hábito de se sentar para escrever, estava adormecido Cicciolina Gordo. Interrompendo-lhe esta luz o ressonar, levantava-se ele agora da cadeira e deslizava prontamente a cortina, deixando-se entregar à misericórdia destes raios solares. O escritório transformara-se numa selva de livros espalhados e anotações e comida estragada. Faz duas semanas que não cortava a sua barba suja de sopa. As unhas, há meses.
"Estou bloqueado", pensava Cicciolina Gordo, enquanto abria a janela do escritório e acendia um cigarro.
Assim tinha passado os dois últimos meses, entregue às intermitências do desassossego, tresandando a sua casa a algo entre o azedo, o podre e virilhas por lavar. A escrita não lhe saía, e cada vez mais ele se via como um ser humano adiado nos labirintos da sua própria imperfeição. O bloqueio criativo revela-se, em períodos prolongados, fodido.
Assaltavam-no, como nunca, pesadas dúvidas existenciais. Seria o universo, ao contrário do que pensamos, uma criação irracional? Seria o próprio deus que este mundo criara, uma entidade conflituosa e desordeira, como os forcados que frequentam a Feira da Golegã? E se assim fosse, se este deus criador não passasse no fundo de um forcado, será que usaria barrete e calças daquelas que apertam os tomates e tentam escapar pelo rego do cu acima? Estes pensamentos impediam Cicciolina Gordo de viver em paz a sua vida, quando a inspiração se ausentava.
Certa vez, ao acordar, sentiu uma luz. Uma presença. Dormia na cama do seu quarto. Olhou o despertador - mas eram ainda três da manhã. Então, levantando-se da cama, a luz forte e rosada penetrou-lhe nos olhos até nada haver que restasse do seu quarto. A realidade dissolveu-se num nevoeiro e transfigurou-se num mundo de energia pura e de formas rarefeitas.
Pouco a pouco, naquela visão edénica, as formas rarefeitas tornavam-se objectos pertencentes a um lugar que Cicciolina Gordo bem conhecia - o café da biblioteca. Ali estava o balcão, os croissants do dia anterior, as mesas todas vazias. Mas ouviu uma voz:
"Cicciolina Gordo..."
Algo ou alguém chamava o seu nome. Mas como, se ninguém ali estava?
"Cicciolina Gordo..."
A voz... parecia vir de uma mesa do canto. Ele aproximou-se. Passo a passo, olhando em volta, chegou perto da mesa. Num prato, uma tosta mista ainda fumegava, acabada de fazer.
"Cicciolina Gor - Ah, estás aqui."
Sim, a tosta mista acabara de falar.
"Mas como, se ainda não fumei nada hoje nem meti ácido marado?", pensou Cicciolina Gordo.
E assim constatou o óbvio:
"Mas... tu és uma tosta mista!"
Nisto, a tosta principiou a flutuar, e ultimou:
"Quanto muito, terei o aspecto de uma tosta mista, mas sou de facto Deus. Mas podes chamar-me PUTA."
"Porquê PUTA," - questionou Cicciolina Gordo - "Ainda por cima com maiúsculas?"
"Isso é porque deixei o Caps Lock ligado, mas esquece lá isso. O que importa é que sou Deus. Ou PUTA, como preferires."
"Mas como? Como pode Deus ser uma tosta mista?"
A paciência de Deus é infinita. Ou era, até aqui.
"Opá cala-te. Não te lembras que apareci a Moisés num arbusto? Agora apareci numa tosta mista porque, sei lá, apeteceu-me. Arbustos que ardem perpetuamente é cena buédesda velha mén, tipo velho testamento e isso."
"Porque falas comigo então? Será que aquele ácido marado que o Navalhas me arranjou na viagem de finalistas do 12º me fritou a mioleira?"
"Não, Cicciolina Gordo" - disse PUTA - "Trago-te uma missão profética."
"Missão profética? Mas eu sou um simples escritor..."
PUTA olhou Cicciolina Gordo com os olhos ternos que só uma tosta mista pode fazer, e disse-lhe:
"Não, não és um mero escritor. És o autor de obras tão singulares como "Sonham os Forcados com Touros Mecânicos" ou "Os Três Testículos de Palmiro Astúcia". "
No meio de todo aquele queijo flamengo e fiambre rançoso, PUTA trouxera-lhe a boa nova.
"O meu reino está próximo. Vem aí o Messias. Não o reconhecerás à primeira, pois trará vestidos trajes comprados na feira de Santana. Marcas contrafeitas. Uma camisa Sacoor com um rato enorme nas costas, mais propriamente. E ele vem espalhar a minha palavra."
Cicciolina Gordo nem queria acreditar - esquecera-se de ir meter o Totoloto, e agora que estava na presença de PUTA, não ficava bem sair da alucinação só para isso.
"Calou! " - gritou Deus. Perdão, PUTA, interrompendo os devaneios de Cicciolina Gordo.
"Como eu dizia, falo contigo hoje porque foste escolhido para anunciar a chegada do Messias. Cada palavra tua e dele serão minhas, e poderão conter asneiredo. Também gosto de mandar a minha caralhada de vez em quando, sabes? Pronto, no fundo é isso. O universo onde vives é uma ilusão criada por mim há triliões de anos enquanto o Paraíso estava em obras. Sabes como são os trolhas de hoje em dia, fazem ronha e nunca mais acabam a obra, para esmifrar mais um bocado um gajo."
"Não temas, a minha sabedoria infinita servir-te-á de guia. Podes comer rameiras sidosas de bom grado que evitarei o teu contágio. Os dias dos poderosos chegaram ao fim, e começam os dos sabedores. Se falares, não temas, e fala alto como a tua sogra que era peixeira, pois estarei sempre contigo. A não ser que esteja a dar um bom jogo da bola, claro."
A luz penetrava de novo nos olhos de Cicciolina Gordo, que voltava ao quarto, sentado na beira da sua cama. Olhava as suas mãos e tocava nos móveis, certificando-se de que voltara à sua realidade. Teria tudo aquilo sido um sonho? Uma alucinação? Não interessava. A casa continuava a cheirar a azedo, podre e virilhas por lavar. Mas Deus era um tipo porreiro. Uma boa PUTA.
E pela primeira vez em meses, acendera-se na vida de Cicciolina Gordo uma chama de esperança, e entre a barba suja de sopa, ele sorriu.
(Imagem)
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estórias do catano,
humor
Thursday, 23 December 2010
Wednesday, 22 December 2010
Diálogos Socráticos #3

ANAXIMALANDRO: Alguém tem horas?
ANAXIMERDAS: Não.
SÓCRATES: Só vão inventar o relógio mecânico no século XIII depois de Cristo, burro do caralho.
ANAXIMALANDRO: Então como é que fazemos?
SÓCRATES: Anaximalandro, não é verdade que o filósofo ama o saber?
ANAXIMALANDRO: Sem dúvida, Sócrates.
SÓCRATES: Então se amas o saber, porque não sabes ficar calado?
ANAXIMERDAS: Sócrates, achas que o Escrotécrates vai ficar chateado por não estarmos a trabalhar?
SÓCRATES: Não podemos fugir à nossa natureza, Anaximerdas.
ANAXIMERDAS: E qual é a nossa natureza, sábio Sócrates?
SÓCRATES: Não fazer um boi, como é óbvio.
ESCROTÉCRATES: Então suas mulas, contratei-vos para trabalhar, não foi para estarem aqui no paleio.
SÓCRATES: Sejas bem-vindo à nossa conversa, Escrotécrates. Ainda bem que chegaste, pois estava com imensa vontade de te mandar para a real puta que te pariu.
ESCROTÉCRATES: O quê pá? Levas já uma murraça nos dentes!
ANAXIMERDAS: Por Zeus, Escrotécrates, aguenta aí os cavalos.
SÓCRATES: Sim, Escrotécrates, porque de nada te vale agredir a minha face com os teus punhos calejados de esmurrar montes de brita porque a minha alma acabará por ir para o Hades.
ESCROTÉCRATES: Aquele café ao pé do Talho do Charisteas?
SÓCRATES: Não, Escrotécrates. O Hades é o sítio para onde as almas vão após a morte do corpo. Mas não tenho a certeza de que a tua vá para lá.
ESCROTÉCRATES: Porquê?
SÓCRATES: Porque és trolha. Os trolhas vão para outro sítio - o Hades cá vir.
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dialogos socraticos
Thursday, 16 December 2010
Sunday, 12 December 2010
Friday, 10 December 2010
Carminda Burana
Nasceu em Peixe-Espada-à-Cinta quatro minutos antes do sol se erguer sobre as planícies adubadas a merda de burro. Os pais, Godofredo Quixote Burana e Alzira Gramofone, eram conhecidos na aldeia como gente muito pouco dada a banhos. Resumindo, fediam a bom feder. Alzira ponderou abortar ou fazer um desmanche. Pensando que fazer um desmanche se tratava de desmanchar o feto às peças, lá fez o aborto. Paradoxalmente ou não, ainda assim Carminda acabou por nascer.
Conta Alzira que o Espírito Sancto a visitou uma noite e lhe disse se ter enganado no pipi. Burocracias divinas impediram o dito Espírito Sancto de desfazer o que tinha feito. Deus acabou por contratar um outro Espírito para substituir o Sancto, que foi enviado para o Inferno, onde até hoje vê repetições do episódio número vinte do Jogo do Ganso.
Aos 15 anos já Carminda se notabilizava na escola pela prática do fellatio. A mãe havia notado algo de Cicciolina na miúda, quando ainda bem jovem balouçava alegremente em cavalos de pau. Infelizmente não pôde ter o destino que tanto queria, como actriz pornográfica. Fez castings, tudinho como mandam as regras, mas havia um problema - achavam-na feia como os cornos. Um realizador descreveu-a mesmo como "uma espécie de primata filho da Odete Santos e João Malheiro atropelado por uma charrua". Que é como quem diz, tinha cara de cu.
Isto não a demoveu, e tornou-se puta. Não uma puta qualquer, mas daquelas que mascam pastilha elástica de boca aberta e tudo. Quando descobriu que a Universidade Aberta não tinha cursos na área de putedo, desiludiu-se muito. Actualmente vive com um trolha chamado Maxim, de quem teve um filho, Tozé Brito. Chamam-lhe filho da puta, mas ele não se importa. Porque é.
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Diário de Estraminador #1

Olá diário, sabes quem é que casou? O Pau Arranjer! Verídico. E, de certa maneira, deprimente. Casou com uma espécie de Simara pré-banda-gástrica, parente da baleia-freira do Libertem Willy. A gaja tem tais prateleiras de banha que até dá para pôr lá uns bibelots daqueles ranhosos que a mãe do Pau Arranjer compra nos chineses. Tenho pena do rapaz, tem andado mesmo em baixo. Há duas semanas que não se consegue transmorfar, o que é obra. Mas compreende-se.
Teve de vender o megazorde para comprar um apartamento para a gorda, já viste? Um tipo não merece tão triste destino. Um homem com um futuro brilhante na luta contra monstros do tamanho de arranha-céus vê-se obrigado a entrar nestes esquemas impostos pela ordem social vigente. Isto aborrece-me.
Teve de vender o megazorde para comprar um apartamento para a gorda, já viste? Um tipo não merece tão triste destino. Um homem com um futuro brilhante na luta contra monstros do tamanho de arranha-céus vê-se obrigado a entrar nestes esquemas impostos pela ordem social vigente. Isto aborrece-me.
Mas olha, a Scainéte mandou-me ontem ao passado matar o Jóne Cónâr. Aproveitei e comprei também um busca-pólos porque os gajos do Departamento Eléctrico me cravaram. Vê lá tu, nunca sabem onde põem a merda das ferramentas. Quando fui para assassinar o Jóne Cónâr estava ele a efectuar amor com a mão e, surpreendido, mandou-me levar no cu. Compreendi a situação e dei-lhe só um tiro na perna. Não gosto cá de malcriadices.
Al bi béque.
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Saturday, 27 November 2010
Friday, 26 November 2010
Ó Rameira do Olival
O pipi de uma prostituta, é um lugar-comum?
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Clearasil
Conheço um tipo que é metade pessoa metade acne.
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Dream, dream, dream
O que me conforta é a possibilidade de, um dia, os actores de todas as séries dos Morangos com Açúcar organizarem um suicídio em massa.
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Aguenta
Uma novela da TVI recebeu um Emmy. Fica a faltar o oscar para um filme do Taveira.
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Ó se é
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades de ir à casa de banho.
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Garganta Funda
Vi uma actriz porno estacionada em segunda pila.
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Olha olha II
Os estrábicos acreditam no amor à primeira vista torta.
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