Saturday, 9 October 2010
Santíssima Trindade e Tobago
Os católicos bebem sumo-pontífice.
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Espantalho
Contratei um gang de corvos para assassinar o Zé Milho.
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Salta Como Uma Truta
As prostitutas lavam-se com água putável.
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Imortal my rabo
A Esperança é a última a morrer. Já te fodeste, Connor MacLeod.
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Square Rute
O cabelo dos matemáticos tem raiz quadrada.
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Messias com Surro
O Jesus caminhava sobre as águas porque não gostava muito de tomar banho.
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Puxa
Lili Caneças faz cover de Black Eyed Peas - "I Gotta Peeling"
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Eles comem tudo
Se não se acaba com os chumbos nas escolas, não vejo os vampiros da Lua Vermelha a acabar o secundário.
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Ortografia
Fã número um de pessoas que escrevem "aconte-se."
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Será?
Um bolo semi-frio, não está também semi-quente?
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Fantástico Fóre II
O Senhor Fantástico tem patilhas elásticas.
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Não merda
O país dos hipocondríacos é a Arábia Saúdita.
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Oi!
Quem sofre de ejaculação precoce devia fazer amor na sala de espera.
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Olympique
Os atletas bem educados praticam o salto em cumprimento.
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Bate Como Uma Batuta
Compro sempre sumos de prosti tutti.
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O Meu Coração Palputa
As casas de alterne têm um relações-púbicas.
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Doc Gentil Martins
Conheço uns gémeos siameses que andam sempre pegados.
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Veronício Pirata
Nascera no ano de 1968, debaixo da saia de uma velha que cheirava distintamente a mijo. Desde cedo revelou dotes que levariam muitas pessoas a classificá-lo de atrasado mental, embora pudesse até ser classificado de adiantado mental, uma vez que os seus problemas psicológicos se mostravam algo avançados. Como prova disso, aos 10 anos ainda colava macacos na traseira dos sofás lá de casa e dava joelhadas na sua própria testa.
Teve uma relação algo tumultuosa com o seu primo Farinha, que era estrábico, porque nunca sabia se ele falava consigo ou com a pessoa do lado. Em 1980 completou o sexto ano de escolaridade mas chumbou a Ciências Naturais - ainda hoje possui a certeza de que as células presentes no sémen se chamam "esperma de zóide." Para seu grande azar, perdeu uma perna no Ultramar três minutos após a guerra acabar. Perdeu ainda um olho em Alcácer-Quibir e a virgindade em Alcácer do Sal, com um cão de fila.
Aos 14 anos pensou em optar por uma carreira no contorcionismo, ao observar que os praticantes da modalidade tinham a invejável capacidade de lamber a pila. Rapidamente desistiu, com medo de partir a espinha. Ingressou num curso para homens do lixo em 1992 e em 1996 já havia sido promovido a técnico de higiene urbana. Teve três filhos e um hamster, que morreu na última quinta-feira com uma overdose de queijo da ilha. Actualmente tem como passatempo corridas ao pé-coxinho. Os filhos descrevem-no como um bom homem, sobretudo quando está a dormir.
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Thursday, 23 September 2010
Monday, 20 September 2010
Favas à Camões

As favas e os feijões assimilados,
Que da imortal tasca lusitana,
Saíram ares nunca de antes farejados
Flatulências de chegar à Taprobana
Os intestinos em guerra esforçados,
Mais do que a prisão de ventre prometia,
E em casa de banho remota edificaram,
Novo cocó, que tanto sublimaram.
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Thursday, 16 September 2010
Inimigo Imaginário #2

Lembras-te, meu caro, quando eu achava piada ao Nuno Graciano? Sim, de facto já lá vão uns anitos desde que o cocó deixou de constar da minha alimentação. Felizmente que me deixei disso e, na adolescência, me dediquei a uma actividade bastante mais proveitosa: a masturbação. É. Tudo começou quando o Filipácio Pirata me contou que andava, nas suas palavras, a "esgalhar o pessegueiro". Deveras bonito. Como resultado, "bilhar de bolso", "esticar as peles", "espancar o macaco" e "aquecer o salame" foram alguns dos belos sinónimos que aprendi para esta singular e muito útil actividade. Fazem amanhã quinze anos que me iniciei nisto. Desde então que, uma vez por dia, me dedico a espalhar semente por meias da raquete rotas das unhacas. Pouco higiénico, dirão alguns. Artístico, digo-o eu.
Há algumas décadas, padres (e outras pessoas com hálito putrefacto) insistiam que "bater uma" (eis mais um belo sinónimo) cegava. Tentavam mesmo convencer algumas pessoas de que a modalidade fazia pêlos nas palmas das mãos. Nesta questão só posso falar por mim, e estou em condições de revelar que ainda não notei merda nenhuma. De certa forma, parece-me até caricato acreditar que um tipo se transforma num lobito adolescente - tal qual Michael J. Fox sem Parkinson - por causa de aquecer o salame. Mas pronto, quem acredita em virgens que dão à luz, acredita em tudo.
Se abdicarmos do pouco tempo que dispomos para pontapear velhas e pensarmos um pouco, com isto do bilhar de bolso já matei mais gente que o Hitler. Parece-me então justo afirmar que cada meia da raquete pode encerrar, em si, pequenos holocaustos - o que me coloca no interessante patamar dos assassinos em massa, junto a Hitler, Estaline e Roberto Leal.
O Nuno Graciano nunca teve piada, eu sei. Mas o Camilo também não - e é vê-lo, todo pimpão, a apalpar gajas com menos 50 anos que ele. Chama-lhe parvo.
Há quem, inclusive, me tenha tentado convencer de que o Nuno Graciano dava um bom actor para o filme do Hitman. Era algo que tinha gosto em ver. Isso ou vê-lo ser esbofeteado por uma pila africana.
Talvez um dia, quem sabe, estes sonhos se tornem reais. Até que nem era mau.
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inimigo imaginário
Wednesday, 15 September 2010
Sunday, 12 September 2010
O Diário de Pau Arranjer #8

Ena Diário, tá a bonita! Tenho grandes notícias homem, vou-me casar!
É verdade, tive de dar uma volta de noventa graus à minha vida. Digo noventa porque não gosto de mudanças radicais (como exigia uma volta de cento e oitenta graus) nem de voltar ao mesmo sítio (como exige uma volta de trezentos e sessenta). Uma coisa é certa Diário, vou-me casar e nem tenho grande vontade. Sabes como sou, prefiro estar muito bem gozando um sol de inverno pela janela e colando macacos no céu da boca do que a fazer essa coisa de contrair matrimónio.
Nada disto, como deves e bem calcular, aconteceu de propósito. Como me disse o Hulque, na sua sapiência, coloquei o pénis em púbis feminina alheia. Pelo menos alheia a mim, que não a conhecia. Agora também não a conheço, ou se conheço não me lembro, era tal a quantidade de álcool que tinha no sangue. Nunca esteve, nos meus planos, casar. Nunca. Sempre pensei que ia toda a minha vida ser um carrossel de festas do Avante a ouvir reggae e a fumar ganzas. Mas não, a minha pila havia de estragar tudo. Ainda dizem que alguns homens só pensam com a pila... Olha, eu sinto-me feliz por, pelo menos a minha pila, pensar. É que a única pessoa com possibilidades de encontrar um neurónio neste meu cérebro deve ser um arqueólogo.
Nunca pensei casar, Diário. Muito menos, casar com uma daquelas gordas iguais às dos vídeos do youporn. Mas assim aconteceu, e quem sou eu para negar tal divino presente. É todo um ciclo vicioso, o fígado não me filtra o álcool e o cérebro não me filtra as gordas. O que vier, calha.
Enfim Diário, talvez seja melhor assim.
Sabes o que me conforta no meio disto? Chegar um dia, idoso, com os netos aos meus pés lambendo a carpete suja de cocó de gato, e não me lembrar de nenhuma destas coisas. Sabeis porquê Diário? Porque, felizmente, há alzheimer!
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A Tabacaria

A primavera acabara de chegar, e com ela, os calções, as alergias e alguns sovacos por depilar. No ar há um distinto odor a marisco - ou pelo menos aparenta-o - que pode afinal ter a sua origem em meia-dúzia de virilhas pouco dadas à higiene. Ainda assim, nas grandes narinas de Abílio Esteves, nenhum desses odores tem autorização para entrar. À entrada da sua tabacaria Abílio degusta, inspira e expira, o fumo de uma cancerígena cigarrilha. Os novos tempos, repletos de ASAEs e corporações derivadas, impedem que a sua tabacaria cheire, efectivamente, a tabaco.
Desde miúdo que aprendera com o seu progenitor as virtudes que o fumo de um cigarro encerrava. Lá em casa qualquer hora servia para se acender um cigarro. O seu pai servia-se dele como de um ambientador, para disfarçar os mais variados cheiros, da flatulência ao malogrado chulé. O pai de Abílio tinha porte robusto e pulmões pretos, e sempre se recusou a utilizar incensos. Era "coisa de monhés," dizia ele. E assim era. A cada flatulência, a cada arroto, a cada discurso de Salazar, Barbitúrio Esteves respondia com um cigarro. Na clandestinidade vivera o seu pai, e agora, também ele assim se sentia, como um clandestino, um fora-da-lei.
Cada cigarro fumado justificava o olhar atento sobre aquela sociedade robotizada e dava-lhe tempo de sobra para observar os pormenores. As pastilhas elásticas coladas na calçada, os trolhas de manga cava, a mulher que mantinha diálogos filosóficos com o seu cão. Era aquele o seu mundo, o túnel através do qual via a realidade dos dias monótonos, com os olhos avermelhados pelo fumo do tabaco e volta e meia uma ganza.
Toda a gente tem um sonho. Seja cortar as unhas ou fazer higiene oral por uma vez que seja, todos sonham. Muitos têm mesmo sonhos húmidos e vêem-se obrigados a mudar de cuecas pela manhã. Não era o caso de Abílio. Os seus sonhos eram consistentes, secos e perfeitamente alcançáveis. Tratava-se, aliás, de apenas um sonho: abrir uma casa de putas. Não, não era um "bordel". Abílio chamava-lhe "casa de putas" e explicava o motivo. Porque a palavra "casa" atribui à coisa um ar de familiaridade, como o miúdo na Cerelac e o cão nos Chocapic; para ele, "casa de putas", gerava no incosciente do cliente a fátua ilusão de que ali ia para constituir família. Pena que não. Tudo estava cuidadosamente planeado. Brasileiras e Ucranianas, sendo que as primeiras haveriam de ter nomes de personagem de novela dos anos 80 e as segundas dotes de patinadora. Preparava ele, no seu sonho, uma casa de Isauras, Tietas e Grovetkas. E Abílio queria ser, no fim de contas, o Rei do Gado.
Todos esses pensamentos de uma vida a gerir putedo geravam em si uma enorme esperança. Por isso os partilhava com o seu melhor amigo, Otomano Mendes. Otomano começou como empregado de balcão, carpinteiro e homem do lixo. Um dia descobriu finalmente a sua vocação - escritor - quando recebeu o prémio literário de Prepúcio de Cima pela sua obra "A Dama das Auto-Estradas". Desde então, escreve contos eróticos para a revista Maria e cenários apocalípticos para a revista Sentinela. Ao balcão, ambos liam jornais desportivos intercalados com a revista Gina. Era uma das questões pela qual Abílio sentia maior desprezo: a de uma tabacaria ter de vender revistas, e não apenas tabaco, para sobreviver.
«Já te falta muito?», perguntou Otomano.
«Pra quê?», respondeu Abílio.
«Para aquilo das gajas, pá», explicou Otomano, folheando o jornal.
«Mais uns mesitos e a coisa compõe-se», disse Abílio, espreitando por cima do jornal. «E o livro, já tem título?»
«Ando a pensar num - "O Ataque dos Dinossauros com Herpes"», disse Otomano.
«Parece bonito».
Os dias na tabacaria eram sempre iguais e Abílio sentia que não era nada, nunca seria nada, e não podia querer ser nada. À parte isso, fumava cigarros para disfarçar os peidos.
Quarta-feira, de manhã cedo, e Otomano espera à porta da tabacaria por Abílio. Já faz meia hora que ele a devia ter aberto. "Algo deve ter acontecido", pensa Otomano. Então, o carro de Abílio estaciona mesmo à sua frente com o amigo lá dentro. De vidro aberto, fumando um cigarro e ouvindo o tema "Vai ter que rezar" de José Malhoa, encontra-se Abílio. Otomano aproxima-se.
«Então, pá?», diz-lhe.
Abílio tem o ar pesado de quem acabou de fazer amor com uma Simara quando era gorda.
«Assaltaram-me a casa», diz Abílio.
Otomano deixa escapar um "foda-se", e senta-se no passeio, pousando o cu mesmo numa pastilha elástica.
«Levaram-me o dinheiro todo, os cabrões.»
«Das putas?»
«Sim»
«Foda-se»
Arrastando-se como um cadáver com cheiro a tabaco, Abílio saiu do carro e fechou-lhe a porta, que dava também para os seus sonhos. "Falhei em tudo," pensou, e voltou à rotina da tabacaria. Ali permaneceram, ele e Otomano, fumando cigarros à porta da loja. Calados, deixavam-se julgar pelo imponente sol e contribuíam, enquanto pudessem, para o aquecimento global.
Tudo voltara à monótona normalidade no mundo de Abílio: o fumo do tabaco continuava a ocultar os seus hediondos peidos, as pastilhas elásticas continuavam coladas à calçada e os trolhas continuavam de manga cava. "Que mundo mais pílulas", pensava Abílio.
Estava uma manhã coçando levemente os tomates com um busca-pólos quando, sabe-se lá porquê e de onde, um adolescente de mochila às costas entra na tabacaria e imediatamente desmaia. O seu trombil, a julgar pelas amolgadelas e nódoas negras, havia sido amassado por alguém com razoável força de punhos. E decerto, alguma pontaria.
Abílio tomara a decisão, inicialmente, de o deixar apodrecer ao sol. Então Otomano chamou o amigo à razão, e Abílio acabou levando-o para sua casa. Colocaram-lhe gelo nas nódoas negras e betadine nas feridas. Ali ficaram um bom bocado, olhando o rapaz de tromba amassadas, enquanto fumavam um SG Ventríloquo cada.
Abílio levou-lhe a mochila para o seu quarto e encostou-a a um canto. Quando ia a fechar a porta, notou algo no chão - uma nota de cem euros. Voltou a entrar no quarto e pensou de onde ela viria. Olhou a mochila do miúdo, e não se deteve: abriu-a de imediato. Lá dentro encontrou o que mais temia, todo o dinheiro que havia sido roubado para a sua casa de putas.
«Filha da puta,» disse.
Entretanto, na sala, o miúdo (que se encontrava deitado no sofá) acabara de abrir um olho. Ainda meio atarantado, sentou-se no sofá. Otomano observava-o, de uma cadeira, enquanto fumava cachimbo. O adolescente olhava à volta, e parecia conhecer aquela sala de algum lado, mas de onde?
«Onde é que estou?», perguntou.
«Numa grande merda,» respondeu-lhe Abílio, que entrou na sala e, de rompante, o agarrou pelos colarinhos.
Otomano permanecia sentado numa cadeira, fumando cachimbo, sem compreender tudo aquilo. «Com que então entras na minha casa, roubas o dinheiro que demorei anos a juntar e agora ainda recebes tratamento na casa que roubaste??!!»
«Eu... Eu posso explicar», disse o miúdo. «A minha avó está muito doente, precisa de uns pulmões novos. Só roubei a sua casa por causa disso».
Abílio largou os colarinhos do adolescente, do seu maço de tabaco puxou um cigarro, e acendeu-o. O miúdo olhava para ele, com cara de parvo. Nisto, num movimento fulminante, Abílio manda-lhe uma pêra na cara. O miúdo cai no chão.
«A tua avó que fume menos», disse Abílio ao miúdo inconsciente.
Otomano, por sua vez, ficou perplexo perante tudo aquilo. Foi então que, desligando o ser humano e ligando o escritor, compreendeu - nem todas as histórias podem acabar bem. Pelo menos para alguns, que para Abílio o futuro revela-se todo um esplendor de chuvas douradas e doenças sexualmente transmissíveis.
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
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estórias do catano
Saturday, 14 August 2010
Tuesday, 3 August 2010
Um Post Político

Três posts seguidos sobre Vieira, aqui no Pénis. É obra, mas Vieira merece. E Portugal merece um presidente como Vieira.
Que é isso de ter um presidente poeta comparado com um presidente "Pintor, Escultor, Músico, Político, Actor, Cantor, Compositor, Escritor, Palhaço, Designer, Realizador, Performer, Empresário, Coreógrafo,Visionário e Shaman"?
Assina. Por Vieira. Por ti. Pelo bagaço a património da humanidade.
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coisas estúpidas
Friday, 16 July 2010
Thursday, 15 July 2010
Álbuns do Pénis #1

Anos 90. Década de ouro que incluiu Big Show Sic, vestuário do piorio e os Limp Bizkit. Quatro anos antes, Portugal assinara juntamente com a Espanha a sua adesão à CEE. Salazar já lá ia, o rock português tinha nascido na década anterior e havia esperança de prosperidade para um país de terceiro mundo que queria ser de primeiro. E é num tom quase messiânico que surge Enapália 2000, primeiro álbum dos Ena Pá 2000, grupo liderado por Manuel João Vieira.
A capa transporta consigo o espírito dos anos 90: os membros da banda numa pose digna daquelas fotografias de casamento que se resgatam na poeira adormecida dos sótãos. As roupas kitsch. O novo-rico boçal que já veste fato e gravata mas a quem a classe sempre falta. As estrelinhas da bandeira europeia, símbolo de fundos para uma população que esteve quarenta anos a passar fomeca e está danadinha para estoirar massa. "Eu quero a minha conta bancária na Suiça, para meter lá a minha linguiça" é o manifesto de um Portugal verdadeiro, de um Portugal preguiçoso, boémio e a feliz com isso, o contrário da mentalidade organizada e moderna que muitos tentam ainda vender.
A quinta faixa do álbum, Bahum, trata-se uma narrativa em modo noir contada por um presumível detective privado que anuncia "saí à rua, em busca do velho deus whisky" transpira a realidade do novo-rico e das cunhas em "Quero vir na capa das revistas/ Quero andar nos copos com os artistas", "Não quero mais viver em Chelas ir à Costa no Verão/Quero um andar no Bairro Alto e uma quinta em Azeitão", "Quero ter um Lincoln dos antigos para fazer/inveja aos meus amigos" e "Quero um emprego compatível com a minha posição/ o que me vale é um padrinho que tenho na fundação", culminando na mítica afirmação "Quero subir à primeira divisão da vida social".
A crítica social disfarçada de imbecilidade, associada a uma musicalidade irrepreensível, cria um marco musical ainda injustamente ignorado ou subvalorizado no panorama nacional, pelo seu género humorístico. Os ingleses chamar-lhe-iam "juvenile" porque tem uma essência descomprometida e pura. Rara. Clássicos como "Bonita Troglodita", "És Cruel", "Menina Azul", "Sexo na Banheira" e "Marilu" ainda anseiam pelo devido reconhecimento. Há uma atmosfera de alegria até agora só encontrada no "Pet Sounds" de Beach Boys. Como canta Manuel Vieira, "com duas letrinhas apenas se escreve a palavra cu, mas são preciso seis para escrever Marilu". Nunca foi tão simples amar e ser feliz.
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Witchdoctor Octopus
Pinto da Costa também tinha um polvo que adivinhava resultados.
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Cola sem gás também diz que é bom
A polícia do Imodium prendeu-me os intestinos.
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Senior Mutant Ninja Turtles
És um homem ou és um rato? O Splinter das Tartarugas Ninja não sabe responder.
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Papel Secundário
Tenho um Pokémon que usa como poder cantigas da Adelaide Ferreira.
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Mas a parte do porno até é fixe
O spam está para o e-mail como o cocó para o pombo-correio.
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Triceratops
Estaciono no Parque Jurássico para fugir à EMEL.
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Ai Mi Névân
O Pinto da Costa tinha um anjo da guarda Abel.
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Haulass Hyena
Quando vislumbro a cara de Carlos Tévez sinto-me incapaz de sentir pena dos cegos.
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Saturday, 3 July 2010
Diário de Pau Arranjer #7

14 de Agosto de 2009
Diário pá, faz tempo que não te vinha visitar homem. 'Tás bonzinho ou quê? Olha, ando a aproveitar o verão, sabes? Estou nas piscinas. Sim, aquelas dos escorregas tipo Ah-ca-parque. Nem vais acreditar quando te disser quem cá vi. Preparado? A Teresa Taborda. Não te lembras de quem é? Aquela rameira sebosa que foi da minha turma no sexto ano, pá. Sim, aquela que papava sete aldeões por intervalo. Sabes que mais? Continua com um trombil que muito deixa a desejar. Até digo mais, só estou a ver aquilo a procriar com um burro dos ciganos. Ou com o meu primo Rui, que é estrábico. De qualquer das formas a Teresa Taborda para se tornar sexy teria de colocar naquela face hedionda umas boas toneladas de base ou mesmo uma máscara carnavalesca. Estou a pensar ir ver um concerto de Tony Carreira amanhã, para ver se engato uma daquelas mulheres sabidas, que não se depilam desde o último Big Show Sic. Espero não encontrar por lá a minha irmã, aquela vaca. É que a gaja tem por hábito sabotar-me os encontros ao afirmar de forma leviana que o meu pénis é peso-pluma. Olha Diário, só espero que ela e o namorado tenham filhos deficientes. Bem, com aqueles pais, eles iriam ser deficientes de qualquer das formas, pois não é? O que sossega, no fundo, a minha intolerável existência, é o facto de me encontrar aqui perto da piscina a vislumbrar uma gaja com uma tatuagem de caracteres chineses acima do rabo. Está-se mesmo a ver: é puta.
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Saturday, 26 June 2010
Manual de Grosseria e Maus Modos #3
O Casamento

por Lúcio Prepúcio

O que vestir?
Convém salientar, antes de mais, que existem pessoas a quem a nudez assenta especialmente bem. Sei-o bem porque já tive a oportunidade de visionar assim de relance aquelas revistas em que senhoras aparecem nuas e aqueles sítios da internet onde senhoras se passeiam com pilas de canalizador na boca. Não é que partilhe um particular gosto por estas práticas; faço-o, principal e obviamente, por motivos profissionais e de pesquisa sociológica.
O casamento, como é apanágio, trata-se de uma ocasião especial. Como tal, os convidados do sexo masculino devem ir vestidos com uniformes do McDonald's. As mulheres (as que forem do sexo feminino) podem vestir-se como lhes der na real gana mas a indumentária mais comum costuma ser uma técnica de nudez parcial dos mamilos, nudez total do pipi e umas galochas vermelhas.
O noivo deve vestir-se de forma diferente dos outros convidados, sendo duas hipóteses o traje de campino ribatejano e um fato de treino ruço guardado no sótão desde a queda do muro de Berlim. Como acessórios deve transportar consigo uma caçadeira, um par de cornos e um corta-unhas. A caçadeira serve para a eventualidade de, tendo conhecido a noiva numa noite de copos, ela se revelar no dia da cerimónia feita como um borrego atropelado por uma charrua e mastigado por Cthulhu. O par de cornos trata-se de um importante elemento estético que se pode transportar facilmente na lapela ou lançar como bumerangue no final da cerimónia. Também se tem mostrado muito útil no que diz respeito a cegar pessoas. O corta-unhas costuma servir para uma muito útil actividade, ainda que algo rara entre a sub-espécie humana dos taxistas: cortar as unhas.
A noiva, quando possível, deve ir vestida de Quim Barreiros, com acordeão e um buço de seis anos a servir de bigode farto. Aquando da habitual pergunta do "Oiça lá, mas você aceita este homem e não sei o quê" é aconselhável que a noiva responda entoando os primeiros versos do tema "Chupa Teresa."
Nota: no caso da noiva padecer de nanismo, deve vestir-se antes de Saúl Ricardo e entoar "O Bacalhau Quer Alho."
Quem convidar?
Os noivos devem, sempre que possível, evitar convidar pessoas gordas. Não apenas por uma questão estética mas de segurança e equilíbrio do meio ambiente. As pessoas gordas consomem demasiados recursos, e nesses recursos estão como é natural incluídos aqueles cinquenta e quatro frangos assados que encomendou. Convidar uma pessoa com mais de cem quilos para a cerimónia - capaz de consumir um terço dos frangos assados - deve portanto ser entendido como um acto suicida. No caso de um dos noivos ser gordo, deve ser aberta uma excepção. No caso de ambos serem gordos, bem... como é que tencionam fazer amor?
Igreja ou Casamento Civil?
São casos diferentes. Em termos pessoais, tenho mais gosto pelo primeiro, em principal pela acústica. A acústica do lugar mostra-se importante sobretudo se alguém decidir que é boa ideia fazer um concurso de arrotos. Depois, é a casa de Deus e se você a sujar ele que a limpe, que é omnipotente. Há, contudo, uma advertência: não deixe as crianças perto de membros do clero.
O casamento civil é tão parolo como o casamento na igreja mas com menor acústica. Mas tem uma coisa boa, os miúdos podem passear à vontadinha que não há membros do clero. (a não ser à paisana). No casamento civil, normalmente o copo d'água é na casa de um dos noivos, num restaurante ou em ocasiões especiais, numa praça de toiros.
Casar
Oiçam lá uma coisa, estamos aqui no século XXI e ainda há gente a querer casar? E ainda querem que eu acredite no darwinismo, foda-se!
(Imagem)
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manual de grosseria e maus modos
Friday, 25 June 2010
O Pénis Recomenda...
EMBARGADO - um filme de Leandro Silva - Um making of de um making of. from Persona Non Grata on Vimeo.
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cinema
Thursday, 24 June 2010
Wednesday, 23 June 2010
god
Deus é a minha personagem de ficção favorita.
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Darwin
O meu detergente da roupa evoluiu. Chegou a Omo Sapiens.
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Chicha
Conheço uns canibais que faziam um churrasco de três dias com as irmãs do Ronaldo.
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Há Men
Quem trabalha em charcutaria, reza o Paio-nosso?
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Curry
As filas indianas cheiram um bocado a caril.
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Surfin' Christ
Vem aí o Messias surfista, é o Cristo da onda!
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Pelatão
Escrevi uma variante platónica chamada Alegoria da Taberna.
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O Ano da Morte de Chupa Teresa
Por cada Saramago que morre, nascem cem Quim Barreiros.
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E com razão
Os ceguinhos acreditam no amor ao primeiro apalpão.
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Não era feio
Faz falta um assassino em série que mate pessoas de penteado ridículo.
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'Tou fart diss
Querem convencer-me de que as bufas são gás natural.
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Tur!
Era giro ver o Rui Santos fazer relatos de touradas.
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O qué nationalsozialistisch é bom
Os gajos do PNR cantam o hino no karaoke.
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Lei Dóff
Tive um trabalho de parto mas despedi-me.
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Ó Lears
Não sou todo ouvidos, também tenho umas pernas e isso.
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Home di Ferro
O Iron Man morre de medo dos abre-latas.
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Vi Dio Gayme
Tenho um bom jogo de cintura mas não consigo matar o boss.
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Ridícle
A minha esposa tem uma gravidez de risco ao meio.
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Oubistes?
As paredes têm ouvidos e muitas vezes nem limpam a cera.
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Bricolage
Tenho um parafuso a menos e um busca-pólos a mais.
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