Sunday, 27 September 2009
Nova série da 'Rua Sésamo' contará com Bruno 'Pidá' como personagem
RUA CÂNHAMO/RC- A versão portuguesa da série infantil 'Rua Sésamo', que atingiu o auge do sucesso nos anos 70 e 80, vai voltar agora com o nome 'Rua Cânhamo'. Esta nova série terá como base a ideia de uma rua onde o tráfico de estupefacientes é constante e contará entre os seus protagonistas criminosos de claques de futebol, entre os quais se destacam com os nomes mais fofinhos Bruno 'Pidá', Fernando 'Macaco' Madureira e um tal de Natalino, irmão do Ilídio, com quem Bruno andou à porrada. Poupas, protagonista da série original, comentou a'O Indesmentível as mudanças no elenco: "Acho bem este contraste pá, de sujeitos bué de maus mas que ao mesmo tempo têm nomes e alcunhas algo pancona, como o Coraçãozinho de Satã". Das personagens da série original, as únicas que ficarão porque têm relevância no meio das drogas são João Esquecido, Gualter, Monstro das Bolachas e Sapo Cocas.
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Louçã evitou cumprimentar peixeiras porque estas tinham buço hitleriano
PRAÇA DE ALCOBAÇA/RC - Pouco tempo depois do líder bloquista sonegar beijocas a um grupo de peixeiras alcobacenses, Francisco Louçã veio a público justificar o seu comportamento esquivo com o facto dessas possuírem buços hitlerianos. "Vocês já sabem que eu sou contra o ostracismo, racismo e isso tudo. Não tenho problema nenhum com peixeiras. Aliás, sou bastante amigo de meia-dúzia. Mas esta gente era de extrema-direita, bolas: Bigodes hitlerianos, onde é que já se viu? Ainda se fossem estalinistas... isso era outra coisa. Se me convidassem para tomar chá vermelho num gulag, tudo bem; agora em Falkenau nem pensar ". Uma dessas profissionais do peixe, comunista, veio já defender Louçã: "Que coisa é essa de dizer que eu sou comunista, hã? Eu não sou nada disso, mas sou. Vá, sou como o Louçã, digo que não sou e que gosto de carapau mas no fundo sou uma fanática do red fish que ainda esconde o Das Kapital debaixo da sua chaputa".
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Tuesday, 22 September 2009
Soy Bloco
Vou votar Bloco. Porquê? Porque sou uma lésbica que gostaria de ter uma relação homossexual com a Joana Amaral Dias.
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Monday, 21 September 2009
Sérgio Godinho e a Violência Doméstica
"Toquei-te no ombro e marca ficou lá"
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Badajoz Mean Time
Pedro Granger usa dois relógios, cada qual com um fuso horário distinto. Um é de Lisboa e outro de Badajoz, a partir de onde já ninguém conhece o sujeito.
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Agora sem mãos
Finalmente Cavaco tornou-se uma pessoa especial: ficou sem o braço direito e esquerdo.
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Sunday, 20 September 2009
O Diário de Pau Arranjer #3

Santarém, 22 de Julho de 2008
Querido Diário, escrevo-te para contar as novidades. Hoje, imagina lá quem me veio visitar - o Vinnie! É verdade Diário, aquele sacana passou cá por casa para cumprimentar o pessoal e a minha mãe convidou-o para lanchar uma taça de Chocapic. Chegou hoje de Faro, daquela coisa dos motáres. Diz que foi bonito. Com ele, foram também o Bugias e o Modo. Beberam muita cerveja e acho que se aliviaram nos depósitos das motas de uns tipos que não lhes quiseram dar ganza. Acho que o Limburger não pôde ir, porque foi a Peniche apanhar percebes. Conheci o Vinnie no Euro 2004, onde a gente fez voluntariado. Ele uma vez levou uma pêra de uma mulher bêbada e teve de soldar uma lata de atum na face. Uma coisa que eu não aguento no Vinnie é ele gostar de Xutos, porra. Anda sempre com a merda daquele lenço encarnado ao pescoço e a fazer xis com os braços quando se embriaga - é difícil aturar gente assim. Mas gosto de algumas músicas de Xutos. O 'Circo de Feras' lembra-me de concertos em que queria falar com raparigas giras e só me saíam frases resultantes do consumo de estupefacientes. O Modo gosta mais é de José Cid. Começou a ouvir aos 8 anos, altura em que enfiou a colher de sobremesa na cavidade ocular e tirou o olho para imitar o seu ídolo. O Bugias cheira-me que é mariconço, aqueles óculos à Elton John e o colete de cabedal não enganam. Mas olha querido Diário, uma coisa me desilude no Vinnie: perguntou-me pela minha irmã, aquela vaca. Contou-me que sempre teve um fraco pela gaja porque ela cheirava muito a queijo dos pés. Contei-lhe que ela se casou. O rapaz ficou cabisbaixo, mas teve de ser. Até casada e a cheirar mal dos pés aquela vaca parte corações. A única coisa que me consola é ela ter apanhado herpes com o meu primo Rui, que é estrábico.
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É
Toda a gente me diz para eu viver a vida, mas ninguém diz ao Michael Jackson para morrer a morte.
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Saturday, 19 September 2009
Espectaculares Títulos Cinematográficos Inexistentes #2
As Virgens Suicidas aos Quarenta Anos.
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Friday, 18 September 2009
Asfixia democrática no Continente leva milhares de clientes ao Feira Nova
CAIXA DE HIPERMERCADO/RC - As declarações de Manuela Ferreira Leite de que sentia "asfixia democrática" no Continente fizeram eco em milhares de clientes do hipermercado, que admitiram já ter sido vítimas de coacção. "Estava ainda há dias na secção da comida animal quando citei por acaso a marca Orlando, do Lidl. Então não é que me aparece a Leopoldina com um pau danada para me dar bordoada?" contou a'O Indesmentível Elvira Potássio, funcionária pública. Este não é o primeiro caso registado de coacção em estabelecimentos do género. Conta Hilário Rapunzel, proprietário de uma pastelaria, que quando andava às compras no Fabio Lucci e lhe escapou a palavra Zara um funcionário de nacionalidade ucraniana veio arrotar-lhe na face. Como resposta a isto, milhares de clientes do estabelecimento do grupo Sonae decidiram trocá-lo pelo Feira Nova, apesar do embaraço que significa uma pessoa não ter cartão dominó.
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Thursday, 17 September 2009
Palhaço Batatinha é protagonista de 'remake' do filme Platoon

RESTAURANTE VIETNAMITA/RC - Oliver Stone, vencedor de óscar pelo filme semi-autobiográfico 'Platoon', prepara agora 'Platatoon', um 'remake'. A história, revelou Stone a'O Indesmentível, desenrola-se em torno de dois palhaços, Batatinha e Companhia, armados em parvos no quintal de um restaurante vietnamita. "Vai ser um filme que invoca o caos e terror da guerra, principalmente pelo registo em filme daquela espécie de unicórnio que é o palhaço Companhia". Segundo apurou o nosso jornal, algumas das personagens do original vão voltar no corpo de antigos e conhecidos intervenientes do programa Batatoon, entre os quais se encontram Ursinho João como sargento Barnes, Microgaitas no papel de sargento Elias e Sapo Xixi como Warren, o sargento drogado. De acordo com o realizador Stone, a necessidade da visão de palhaços com ambas as pernas amputadas após pisarem minas, admite o realizador americano, prende-se com a necessidade de demonstrar a guerra como "uma palhaçada".
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Homi Sida
Assassino em série que mata uma pessoa lixando-lhe o sistema imunitário.
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Progenital
O filho de José Castelo Branco chega-se perto do pai e confessa:
- Sabes, tens sido como uma mãe para mim.
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Espectaculares Títulos Cinematográficos Inexistentes #1
Um Eléctrico Chamado Pikachu.
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Homofonias #3
Desta vez no Homofonias trago, imagine-se, uma música portuguesa. Vá, semi-portuguesa, semi-espanhola. Uma coisa ibérica. A homofonia, claro está, encontra-se na parte espanhola (vulgo castelhana) da música. É que a parte "es como saltar un hoguera" sempre me pareceu "es como assaltar o Nogueira", algo que seria portanto uma referência a um hipotético assalto ao Bruno Nogueira. Enfim, é só isto. Agora oiçam.
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Wednesday, 16 September 2009
Diálogos Socráticos #1

Caminhando desajeitadamente, arrastando as chinelas pelo chão poeirento, vai Equécrates, a quem Símias mandou pedir a Sócrates se este por acaso tinha trinta gramas de surro que lhe dispensasse. Nisto, Equécrates encontra Sócrates sentado num calhau, como é apanágio de qualquer filósofo, e coçando o sovaco com a unha do indicador direito, como é apanágio de um trabalhador da construção civil. Além de coçar, Sócrates encontra-se batendo o sacana de um papinho com Platão, que anota as suas sábias palavras numa sebenta.
PLATÃO: Mas diz-me Sócrates, que mania é essa a tua de não tomares banho?
SÓCRATES: Ora meu caro Platão, estarás tu por acaso a pretender insinuar que a minha pessoa fede?
PLATÃO: A pretender insinuar nunca, que não gosto disso. Estou mesmo é a afirmar que tresandas a mijo que embaça.
SÓCRATES: Diz-me Platão, porque pensas que não tomar banho tem algo que ver com o facto de eu cheirar a mijo?
PLATÃO: Então Sócrates, vamos lá ver, tem tudo. Se não te lavas, cheiras mal.
SÓCRATES: Aí reside o teu erro, caro Platão, é que o meu odor a urina não advém do facto da minha pessoa não tomar banho, mas porque tenho falta de vista e sempre que vou efectuar o chichi descuido-me nas chinelas e na toga.
PLATÃO: Entendo Sócrates, mas o facto é que com ou sem urina continuas a feder.
SÓCRATES: Pois bem. E eu pergunto-te Platão, que é isso de cheirar mal? Não se trata o olfacto apenas de um mero sentido que usamos para percepcionar a realidade?
PLATÃO: Sim, pode ser entendido como tal.
SÓCRATES: Então admites Platão, que caso fosses privado desse sentido não poderias afirmar levianamente acerca do meu mau odor corporal, certo?
PLATÃO: É factual, Sócrates. Mas não só cheiras mal como és feio.
SÓCRATES: Platão, Platão, Platão. Poderias tu fazer essa afirmação acerca da fealdade do meu semblante se fosses porventura ceguinho das duas vistas?
PLATÃO: Decerto que não, pelo menos no imediato. Mas se tocasse com as mãos na tua cara rapidamente constataria que esta parece um menir.
SÓCRATES: E se fosses maneta dos dois braços, Platão, achas que conseguirias apalpar a minha aparência física usando os cotos?
PLATÃO: Decerto que não.
SÓCRATES: Então admites, que caso fosses cego, surdo, mudo e maneta de ambos os braços poderias afirmar que eu era um sujeito bonito certo?
PLATÃO: Certo.
SÓCRATES: Errado. Não poderias afirmar nada porque eras mudo, meu caro.
PLATÃO: Os teus argumentos são muito bonitos Sócrates, mas estar aqui ao pé de ti, uma pessoa de grande gabarito no seio da filosofia, quando cheiras nitidamente a mijo é quase tortura.
SÓCRATES: Voltas a insistir nisso, Platão, que chatice! Não me ouviste já dizer que a filosofia é um treino de morrer e de estar morto?
PLATÃO: Ouvi pois, Sócrates. Mais vezes do que desejaria.
SÓCRATES: E estar morto não inclui pois tornar-se um cadáver fedorento?
PLATÃO: Inclui pois.
SÓCRATES: Então admites que a minha recusa em tomar banho poderá ser entendida como uma prática filosófica, uma vez que me faz cheirar a cadáver?
PLATÃO: Sem dúvida, Sócrates. És levado da breca. E ainda assim olha, tresandas.
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O Voto Inútil

Numa altura em que todos os partidos apelam ao voto útil (isto é, o voto no seu partido) o Pénis vem promover a inovadora iniciativa O Voto Inútil. O Voto Inútil é uma competição onde qualquer pessoa de nacionalidade portuguesa, com mais de 18 anos e que esteja disposta a ir às urnas, poderá transformar o seu boletim de voto em arte. Cada participante terá que desenhar pelo menos três pilas no seu boletim, tirar uma fotografia e enviar cá para o estaminé. Se está indeciso ou porventura se decidiu pela abstenção, participe nesta iniciativa e habilite-se a ganhar juízo, o que não é nada mau. Todas as fotografias poderão ser enviadas para o e-mail do blogue, aí do lado direito. O Pénis mais bonito será aqui exposto, para provar que ainda há gente que vai nas minhas parvoíces.
Tuesday, 15 September 2009
O Diário de Pau Arranjer #2

Tomar, 20 de Julho de 2008
Querido Diário, hoje que é domingo viemos almoçar a casa da minha avó. Ela preparou a segunda melhor comida do mundo, jaquinzinhos com arroz de tomate. Gosto muito de jaquinzinhos. A minha irmã, aquela vaca, diz que é comida de pedófilos, porque se comem os peixes na juventude. Se eu contasse aos meus pais que ela também foi comida na juventude, quando perdeu a virgindade cinco anos antes da data que eles pensam e com o meu primo Rui que é estrábico, já não falava assim. Mas os rancores não nos levam a lado nenhum. Como dizia, gosto de jaquinzinhos. Claro, não gosto tanto de jaquinzinhos como de salsicha com ovo e batata frita, mas não é um mau prato. A minha avó diz que no tempo dela era uma sardinha para três, o chamado ménage à quatre salazarista - Deus, Pátria, Família e Fomeca. Para almoçar, vieram também o meu tio Cândido e a tia Brunilde. O tio Cândido é camionista, e ensinou-me a arte da boa sande de coirato. A tia Brunilde é costureira, e nunca me ensinou merda nenhuma. É vaca, e a minha irmã sai a ela. Se há coisa que o tio Cândido aprecia, querido Diário, é Martini. Eu e ele, ao almoço, bebemos meio litro cada. Fiquei de tal maneira embriagado que me transmorfei sem querer. Finalmente a minha avó percebeu a razão pela qual eu usava aquela bracelete do tamanho do relógio do Batatinha. No final, quando eram horas de ir para casa, o meu pai anunciou que estava bêbado e vomitou o tapete do hall. Como nem eu nem a minha mãe temos a carta, chamei o meu zorde. Sei o que estás a pensar, querido Diário, mas nunca iria com a vaca da minha irmã e o namorado dela. Prefiro chupar pevides a isso.
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Monday, 14 September 2009
Sunday, 13 September 2009
Thursday, 10 September 2009
Manual de Grosseria e Maus Modos #1
As 12 Regras Principais de Grosseria à Mesa

por Lúcio Prepúcio

Existem algumas regras gerais de javardice que devemos cumprir de forma sensata e equilibrada:
1 - Deve comer sempre de boca aberta, fazendo ruídos estranhos (como "renhó" e "shflac") e preferencialmente enchendo-a até à saída. Uma imagem a reter para esta prática é Cavaco Silva mastigando alarvemente um pacote inteiro de batatas fritas Pála-Pála;
2 - Parte-se sempre o pão com a faca e/ou com os dentes. Se nenhum deles funcionar, um daqueles golpes com que Van Damme parte os tijolos no filme Bloodsport: Força Destruidora deve funcionar. O pão deve ser alentejano e de preferência estar duro e com bolor, para quando lhe fizer um daqueles golpes vandamescos os seus amigos possam verificar que está ao alcance de qualquer idiota partir o pulso;
3 - Os cotovelos devem estar sempre pousados na mesa, podendo inclusive serem usados para lhe dar valentes mocadas. Se não estiverem pousados na mesa, a única desculpa que você tem é ser duplamente maneta e estar a segurar na perna de frango com os cotos;
4 - Quando está a ser servido de algo, deve ser o mais que possível chico-esperto para com o empregado, e caso este evidencie sintomas de não ter completado a escolaridade obrigatória, deve gritar-lhe a plenos pulmões: "Romeiro, romeiro, quem és tu!?" só para judiar com o sujeito;
5 - Deve emitir sempre opiniões sobre a comida, especialmente depois de ser servido e já ter pago. Se opinar antes da comida vir, o mais provável é que ela venha com um famoso aditivo salival;
6 - Sempre que as circunstâncias assim o justifiquem, deve apanhar um guardanapo que caia no chão, enfiá-lo no bolso para se mais tarde precisar de se assoar;
7 - Deve deixar restos no prato, principalmente os ossos da galinha e as espinhas do peixe. Se não gosta de deixar, meta no bolso e alimente um cão vadio mais tarde;
8 - O pão deve ser sempre molhado nos molhos, no café, em poças de água e óleo de fritar com dezoito semanas;
9 - Quando terminar de comer, aproveite para lamber o prato e atirá-lo como um disco para a prateleira das bebidas brancas;
10 - Encha sempre o prato e coloque mesmo alguma comida ao lado, como ornamento. Caso tenha vontade de repetir, mande vir a comida num balde. Lembre-se que você é uma grande besta;
11 - Nunca deve tirar a comida da travessa com o seu próprio talher. Deve antes fazê-lo usando as mãos ou um par de canetas Bic dispostas como pauzinhos chineses;
12 - Nas ocasiões em que pretende beber, principalmente vinho tinto, aproveite a borra e esfregue-a na borda do copo com os lábios. Assim garante que nenhum outro javardo lhe vai tocar.
(Imagem)
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manual de grosseria e maus modos
Evanechência
Dois amigos assistem a um concerto em que a média de idades na primeira fila é o dobro de cinco:
- Que merda de banda é esta?
- É Vanessance.
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O Diário de Pau Arranjer #1

Peniche, 11 de Julho de 2008
Querido Diário, hoje fui à praia com os meus pais. Foi divertido. Passámos junto a um daqueles bazares que vendem brinquedos de praia e pedi uma prancha de bodibórde do Bob Esponja ao meu pai, mas ele não comprou. Disse que aos 28 anos já não tenho idade para isso. Apesar de tudo, têm sido umas boas férias. Estivemos a passada semana na pousada da Inatel na Foz do Arelho. O pequeno-almoço até estava incluído no preço, mas como este era constituído basicamente por um papo-seco duro e bolorento com paté La Piara nunca lá comemos. Agora viemos acampar em Peniche. A minha irmã, que tem menos três anos que eu e casou o Verão passado, ainda me julga infantil. Um pensamento algo injusto para com a minha pessoa, e baseado apenas no facto de no casamento dela eu ter andado a saltar à corda todo nu no meio dos convidados, após despejar na goela um litro de Vat 69. Já pensa que é melhor do que eu, aquela vaca.
Mas como te dizia Diário, hoje fui à praia. Cavei um buraco dos grandes na areia com uma pequena pá de plástico. Depois meti-me lá dentro e pedi ao meu pai que me tapasse com areia. Ele lá tapou até ao pescoço, mas depois foi comprar um Perna de Pau que deixou derreter aos pingos na minha testa. Quem acabou por me safar deste berbicacho foi a minha mãe, que em vez do Perna de Pau me espetou com quatro litros de Piz Buin na face. Tenho ainda algumas dúvidas quanto aos bronzeadores. Gostava de ser moreno mas como tenho a pele muito branca a minha mãe põe-me sempre um protector de factor elevado. A Kimberly, como é pobre e não tem dinheiro para estoirar cinco euros num bronzeador, diz que põe Coca-Cola. Não sei se isto resulta ou não, mas não me apetece experimentar. Agora querido Diário, vou terminar este texto pois a minha mãe está aqui a dar-me com uma baguete de pão na cabeça porque já são horas de ir almoçar. Vamos comer lulas grelhadas com molho de manteiga. Entretanto vou tentar descobrir porque escrevi a palavra diário com maiúscula. Olha, agora não escrevi.
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Wednesday, 9 September 2009
Tuesday, 8 September 2009
Beat'em Up
O Law do Tekken foi para padeiro. Agora faz pão de Law.
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Sírio que Portugal acolheu quer voltar para Guantánamo
LOCAL NÃO IDENTIFICADO/RC - Um dos cidadãos de nacionalidade síria que Portugal recebeu de Guantánamo já veio a público disponibilizar-se para voltar à tortura só para não ter de assistir ao programa Sic ao Vivo. "Aticem-me os cães arranquem-me unhas e dentes, dêem-me chibatadas - agora por favor meus amigos, não me obriguem a ouvir novamente aquela versão do 'Nós Pimba' cantada pelo Nuno Graciano" disse o ex-preso em lágrimas de sangue. Não obstante, o seu companheiro de tortura Abdul Aziz Al-Guidar não aguentou também a pressão de ver as repetições de Camilo e Filho e deitou raticida no leite com cereais que comia ao pequeno-almoço. Os familiares da vítima já vieram no entanto manifestar o seu pesar, só tendo pena que Abdul não se tenha rebentado numa daquelas intermináveis bichas para entregar o IRS.
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Stallone revela: Diabetes é vilã de Rambo V
SERVIÇO DE URGÊNCIA/RC - Sylvester Stallone, actor que ficou mundialmente famoso por ter vencido Apollo Creed antes deste bater a bota no filme "Predador", prepara-se agora para lançar o quinto e último filme de John Rambo, sujeito que gosta de combater soldados que têm pouca pontaria. Desta vez Rambo vai enfrentar inimigos mais mortíferos do que birmaneses, vietnamitas ou as estradas portuguesas: "A diabetes, o reumatismo, pé de atleta e beribéri vão ser mesmo chatinhos" revelou a'O Indesmentível Stallone, enquanto mordiscava um pedaço de entrecosto grelhado. "Toda a história irá decorrer numa ala hospitalar, onde Rambo terá de fazer corridas em cadeira de rodas para escapar a uma enfermeira que tem uma verruga na cara bem parecida com a do Maxi Pereira". Entretanto, para interpretar o tema do genérico do filme foi escolhido o cantor Lou Bega, com a música "Rambo number 5".
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Monday, 7 September 2009
Sunday, 6 September 2009
Diáspora Portuguesa #4 - Soutien Testicular

Duas pessoas, um senhor e uma gaiata, estão no trabalho. A gaiata, na casa dos 30, encontra um soutien e entrega-o ao seu colega do sexo masculino.
«Isto na dá pá minha velha, tem as mamas muita grandes pá», responde o senhor.
E a gaiata:
«Então meta nos sês quelhões, pós segurar»
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diaspora portuguesa
Champô
Dois amigos, um português e um brasileiro, conversam no café:
«Já provaste algum champô?» pergunta o português. O brasileiro responde.
«Pantene Pro-V».
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Olha, encolheu
Lavei o Roberto Carlos a quente. Fiquei com o Nelson Ned.
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Saturday, 5 September 2009
Friday, 4 September 2009
C'est Menya

Não sei se é homem ou não, mas o seu nome dá para transformar em coisas. Ora veja-se:
- Semen? Ya.
E ainda:
- C'est man? Ya.
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esterqueira
Thursday, 3 September 2009
Moda Criminosa
Qual a peça de indumentária mais comum na Damaia?
- Calça de gang.
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Wednesday, 2 September 2009
Tuesday, 1 September 2009
O realizador de “A Múmia” revela: Manuela Ferreira Leite quase passou no casting
DESERTO DA MARGEM SUL/RC - Stephen Sommers, realizador de filmes que onde o calhau Brendan Fraser é protagonista, revelou a'O Indesmentível que a líder do PSD esteve para ter um papel em "A Múmia". Ferreira Leite, segundo o realizador, foi a primeira escolha para interpretar a noiva de Imhotep, Anck-su-Namun. "Estive realmente em negociações com a Manela mas os produtores queriam que a personagem usasse biquini. Aí tive que desistir da ideia. É que isto é um filme de aventuras, não de terror". Manuela Ferreira Leite, que já se viu trocada por uma boneca digital em "A Noiva Cadáver", como resposta anunciou há dias que a sua sede de campanha para as legislativas vai ser um túmulo egípcio. De salientar que membros do PSD já no passado tiveram participações no grande ecrã, mais propriamente no filme "O Padrinho" de Francis Ford Coppola, onde interpretam os citrinos que estão na fruteira da reunião de mafiosos.
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Rei Leónidas inaugura "Loja dos 300"
ESPARTA/RC - O soberano espartano, conhecido pelo seu rigor táctico e capacidade para berrar em tudo semelhantes a Jorge Jesus, veio a passada semana inaugurar a "Loja dos 300". "Pá, isto depois da batalha das Termópilas tínhamos de ter algum sítio para onde despachar as bugigangas que o Rodrigo Santoro tinha, portanto iniciarmo-nos no negócio da revenda foi aquilo que se chama ter olho para o negócio". Entretanto, Leónidas revelou ainda a' O Indesmentível alguma supresa "Eu nem sei como é que estou vivo pá, acho que foi o autor deste texto que me ressuscitou de propósito para dar esta entrevista, que convenhamos, é bastante inútil". Centenas de objectos compõem a imensa beleza da loja, entre os quais um que o escriba não reconhece e, ingenuamente, pergunta o que é. Com uma pezada na peitaça rapidamente fica a saber: "Isto é Esparta!"
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Monday, 31 August 2009
Desenvolvimento Psíquico Estúpido #2

Primeira Relação: Energia Cósmica e Terrestre
O próximo ponto que iremos abordar é a profundamente afectuosa e sustentadora relação que cada um de nós tem com três vastas entidades: a Terra, as energias cósmicas e "Este Jesus Cristo Que Vos Fala". Iremos começar por aquela que é a mais poderosa sustentação da nossa humanidade - a relação crescentemente lúdica que temos com a Terra.
A Terra viva, com o seu tempo e espaço, providencia-nos com aquilo que Soares Parnáculo define como o Jardim de Infância, o espaço que usamos para brincar e jogar à macaca com o nosso nome bordado num bibe. A Terra garante que toda a nossa experiência é destilada e simplificada, chegando a um ponto em que andar a correr todo nu numa repartição das Finanças nos parece um comportamento totalmente aceitável. A Terra providencia-nos com as estruturas afectivas que formam o jardim de infância psíquico em que vivemos, brincamos, exploramos e comemos papo-secos com manteiga. Este sustenta-se num espaço tridimensional onde podemos crescer e aprender para nos tornarmos naquilo que Chefe Mamadou chama um consciente co-criador com Deus, em que aprendemos a criar a nossa própria realidade e de onde à partida estão excluídas pessoas que dizem "foi de sem querer".
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Saturday, 29 August 2009
Piada Cinéfila
Se João Baião fizesse o remake de um filme de Sam Fuller, como se chamaria?
- Fixed Baionetes.
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Demiurso
Diz que Deus criou o homem e a mulher. Então e pelo Carlos Castro, ninguém se responsabiliza?
Homofonias #2
Chiça penico chapéu de côco, há tempos que esta rubrica não voltava cá ao blogue. Desta vez a música é "Never Miss A Beat", dos Kaiser Chiefs. Os leitores agora sachavôr dignem-se a ouvir o tema e digam lá se a parte do refrão em que o rapazola diz "never miss a beat" não parece mesmo "neva em moçambique"?
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homofonias
Friday, 28 August 2009
Perfil - Carlos Silvino

Bebida Favorita
Garoto
Viagem de Sonho
Ásia Menor
Tema Musical Favorito
Indeciso entre «Sweet Child O'Mine» e «A minha cidade (Ó Elvas)» de Paco Bandeira
Filme de Eleição
«Aniki Bóbó», «Tudo Bons Rapazes» e «Juventude em Marcha»
Leitura Que Prefere
Qualquer opúsculo
Programa de Televisão Favorito
Teletubbies
Religião
Gosta da Cientologia, porque é recente
Comida de Eleição
Miúdos ao Conhaque
Traz Sempre Consigo...
Cartão Jovem
Citação Favorita
«O melhor do mundo são as crianças»
Thursday, 27 August 2009
Desenvolvimento Psíquico Estúpido #1

A Aura
Toda a gente tem uma aura. Quem não tem olhe, que a compre. Eu também não tinha dinheiro e fiz uma vaquinha com uns amigos. A aura é uma bolha de energia espiritual, som e L. Casei Imunitass que envolve todas as pessoas e também José Lello. Através de simples técnicas e práticas, o leitor pode aprender a tornar-se mais atento à sua aura e às dos outros. À medida que explora a sua crescente capacidade de atenção o mundo torna-se algo novo, como um daqueles miúdos que o Bibi aconchegava no interior do seu kispo vermelho. Todos os dias pode descobrir, compreender e interagir mais profundamente com alguns aspectos da sua vida que não foi capaz de fazer anteriormente porque estava a dar o Benfica-Volska Poltava.
As auras são a interminável fonte da nossa saúde física, emocional, mental e espiritual. As nossas vidas e relações emergem da interacção existente entre as nossas auras e as dos outros, e das nossas auras e energias interiores de diferentes dimensões espirituais da realidade. Tanta relação pode dar a impressão de tudo isto ser um imenso regabofe, mas não. Eu pelo menos uso gel de banho nestas ocasiões.
Através do desenvolvimento da percepção da sua aura pode aprender a curar os dois maiores tipos de limitações da aura: debates quinzenais da Assembleia da República e difusão da identidade (questões limítrofes). Desenvolvimento Psíquico Estúpido providencia uma aproximação integrada para desobstruir a identidade, os quais iniciados e praticantes avançados ambos acham capazes de mudar a vida, mas não muito. Após estabelecer uma fundação segura, Desenvolvimento Psíquico Estúpido especializa-se no desenvolvimento da sua capacidade para ver auras e também as mamocas de raparigas vestidas com muita roupa no inverno. Esta faculdade, chamada clarividência por uns e indiscrição por outros, adiciona poder às capacidades curativas e de taradice, providencia um caminho de ligação com guias, anjos e o bigode de Jorge Máximo, e eventualmente adiciona capacidades e intimidade às nossas interacções diárias, às nossas relações e às nossas vidas.
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Wednesday, 26 August 2009
Um Amigo P'ra Você (Ha-Ha-Ha-Uh-Uh-Uh)

Valerá a pena contar a história de um indivíduo que falhou em tudo durante a sua vida? Tenho cá as minhas dúvidas. Aliás, neste momento pondero seriamente escrever antes sobre Rosa Cheirosa, uma bem sucedida prostituta. E daí talvez não, que a minha esposa está aqui ao lado com um facalhão em tudo idêntico ao de John Rambo encostado aos meus testículos. Pelo sim, pelo não, vou antes escrever acerca deste nobre sujeito.
Nuno Hadrianno dos Santos Malpicasuru nasceu no dia 13 de Outubro de 1976 no Bombarral, filho de mãe portuguesa, pai padeiro e tio primata. Logo dois minutos após o seu nascimento já o médico reparava que o miúdo ou descendia de uma nobre linhagem macacóide ou era familiar de Zezé Camarinha. Frequentou o Jardim de Infância "Os Catitas", onde se notabilizou no bibe amarelo pela colagem de macacos em tampos de mesa e partes de baixo de lavatórios. Aí travou também amizade com Pedro Carrasco, um sujeito que lhe viria a meter nojo pelo menos por mais quinze anos. Carrasco conta que, no período em que frequentavam o ensino básico na escola EB 2,3 de Nelo Silva e Cristiana, Hadrianno começou a evidenciar os talentos que o viriam a notabilizar por não ser nada que preste. Enquanto os colegas se entretinham a rebentar balões de água cheios de ar na cabeça de outros, já Hadrianno raspava com fulgor as calosidades do pés do seu pai com pedra-pomes e coleccionava pilhas Varta descarregadas.
Os seus pais eram feirantes, mais propriamente cantelheiros, e foi desde cedo que começou a assistir àquilo que tornava o ambiente da feira algo singular, como as brigas de ciganos com outros feirantes por um lugar, os pregos no pão com mostarda rançosa e os sujeitos que anunciavam os preços de edredons com gáudio ao megafone.
Cedo despertaram os seus talentos, é certo, mas também as rivalidades. Na escola começou a sofrer impropérios por intermédio de Baboo, outro aluno primata e hirsuto que sofria de um tipo de autismo que não incluía a memorização de listas telefónicas. Uma vez andaram os dois à briga no pátio. Hadrianno empurrou Baboo, Baboo empurrou Hadrianno, Hadrianno ripostou. Baboo tropeçou e caiu, Hadrianno fugiu. Hadriano ganhou. Um tempo mais tarde, já no oitavo ano e a precisar seriamente de barbear a testa, apaixonou-se pela primeira vez. A sortuda era Susana Vanessa, conhecida pela alcunha "bicicleta da aldeia" e pelo facto de possuir uma autêntica cordilheira de borbulhas de acne na testa que convidava cegos a uma leitura interessante e convenhamos, algo cheia de pus. Susana era uma moça verdadeiramente especial e Hadrianno reparara. Pertencia-lhe ainda o recorde de mais sujeitos aviados no intervalo das dez e quinze: cinco. O Mário Reis atrás do pavilhão de Educação Física, o Carlos Jorge no anfiteatro, o Simão nas escadas do refeitório, o Marcelo atrás do Bloco A e o Pedro Cebolo no balneário.
Mas o amor platónico de Hadrianno nunca achou correspondência nas necessidades puramente carnais de Susana, que tinha preferência por rapazes praticantes de motocrosse que vestissem calças de marca Resina. Certo dia, Hadrianno participou no corta-mato escolar para impressionar Susana, mas ficou em quadragésimo-sétimo lugar, e ela só aviou os primeiros quarenta e seis. Tentou ainda, de forma vã, impressioná-la com a sua participação no campeonato distrital de Jogo do 24, mas só ganhou uma t-shirt do Chester Cheetah e nada mais. No meio de tudo isto, Hadrianno recuperou a custo. Porque se não bastassem as desilusões amorosas, ainda teve de partilhar durante três anos na aula de Físico-Químicas a carteira com o Simão, um sportinguista que tinha um dossier repleto de imagens do seu futebolista favorito, César Prates.
Enfim, foi só no décimo-primeiro, um ano depois de se ter estreado no lançamento da mini, que se apaixonou verdadeiramente por uma catraia que não era badalhoca. Passou-se isto uma vez à porta do café "O Pipas", onde ia toda a garotada da escola fazer introdução ao alcoolismo. Ali a viu. Após ter emborcado meia garrafa de Pisang Ambon e três shot's de "pastel de nata" lá estava ela, a mulher da sua vida, vomitando com grande categoria sobre as calças Sicko 19 que vestia algo que possuía um fino aroma a canela e a bílis. Nunca mais conseguiu esquecer aquele cheiro, mas se calhar devia.
Como todos os seus colegas, ou pelo menos metade, Hadrianno foi numa viagem de finalistas. Mas como não se lembra de nada que tenha acontecido nessa semana, eu também não vou escrever sobre isso. E foi para a universidade, estudar desemprego. Licenciou-se com sucesso em provas de mini preta, ginja e shot's, foi praxado por tipos com dez matrículas e metade desse valor em neurónios. Depois disso, bem, as oportunidades apareceram como por magia. Estava um domingo na feira de Santana com os seus progenitores a anunciar bugigangas quando avistou numa banca de cassetes pimba aqueles que viriam a ser os seus mentores e colegas: Ediberto Lima e Dj Pantaleão. Ediberto passou pela sua banca e ali viu um objecto que o maravilhou, um corta-unhas com a bandeira brasileira. Mas outra coisa lhe chamou a atenção, Hadrianno. Nunca Ediberto tinha visto um tipo tão peludo na sua vida, tirando Tony Ramos. E percebeu que era disto que precisava para o seu projecto televisivo depois de "Muita Lôco":
"Aí meu chapa, cê já feiz televisão?"
Hadrianno não sabia bem o que responder. Talvez a verdade fosse o ideal.
"Népia bacano. Mas porquê?"
"Preciso de um cara como ócê pa pôr numa jaula no meu programa e dar porrada em quem lá aparecer cantando mal. Pago bem. Dez contos por mêis".
"Tá".
Hadrianno aceitou o convite. Aliás, na sua condição não podia ter feito outra coisa - era bom demais para recusar. Estar três horas aos sábados à noite a dançar dentro de uma jaula ao som de música pimba era o sonho de qualquer descendente de cantelheiro. Ali conheceu a mulher com quem viria a casar, Maria Grovetka, uma emigrante de leste que usava as cuecas pelo umbigo. Emídio Rangel foi seu padrinho de casamento, e deu-lhe um calduço nesse dia. Teve dois filhos, nenhum deles um prodígio em beleza física. Viria a falecer em Maio de 2005, vítima de programa do Goucha. Não ressuscitou, o que já de si foi bom.
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