- Noddy Engate.
Sunday, 2 August 2009
Drive-By Piropo
Que nome se dá a um boneco de chapéu vermelho que assobia às gajas do seu carro amarelo?
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Saturday, 1 August 2009
Vá, Busca
Fantástico videoclip de Dj Mayna responsável pela subida da taxa de suicídio em território nacional. Também pode vitimar doentes de epilepsia. Vamos a ter cuidadinho.
Fados
Hoje vi o 'Fados', do Carlos Saura. Não faz bem o meu estilo, mas ainda assim gostei. Principalmente o momento do Chico a cantar o seu 'Fado Tropical'. Chamar-lhe emocionante é pouco.
Thursday, 30 July 2009
Apocalipse em Roupa Interior

Se haviam dúvidas acerca da origem da expressão "fim do mundo em cuecas", espera-se que com esta imagem as mesmas fiquem desfeitas. Não é bonito não.
A Aparatosa Queda de Tony Mascarenhas

Posso oferecer-lhe os meus serviços, meu caro, sem que me torne inoportuno? Receio que esta besta cavalar que ainda agora lhe vomitou a caldeirada de lulas nos sapatos não entenda os da sua classe. O senhor, já deve ter reparado, veio parar a uma bodega daquelas que tresanda a transpiração. Mas sabe, ao fim e ao cabo, gosto disto. Estou habituado a lidar com gente rude, entende? O meu pai, António Vítor Mascarenhas, foi criado nestes ambientes, e de certa forma eu fui também. Aos oito anos já bebia tinto com ele em tascas de renome distrital, como o "Borras" e a "Porcalheira". Nesses espaços de grande intercâmbio cultural, ensinei velhos a jogar à bisca com cartas de tarot e aprendi a arrotar sem recorrer a bebidas gaseificadas. Bons tempos esses. Mas devo estar a maçá-lo com estas estórias, não? Está a gostar?
Assim sendo, continuarei. Meu pai, como lhe contava, cresceu aqui. Brincava no meio da vinha, onde ocasionalmente fazia também as suas necessidades limpando o rabo à ramada. Digo-lhe com o maior dos orgulhos: o meu pai foi dos melhores bandarilheiros que esta pátria pariu, ponto.
Mas diga-me, deseja beber alguma coisa? Vá, aproveite, que recebi o desemprego esta semana e não descanso enquanto não o estoirar. Por falar nisso, vou pedir um pratinho de torresmos. Que lhe dizia eu? Ah, sim, já me recordo. "Tony" Mascarenhas - assim ficou conhecido o meu progenitor - nasceu ali no Arneiro das Milhariças, bem perto do estabelecimento do senhor Inácio, a "Porcalheira". Quando lá íamos, haviam pelo menos duas pessoas embriagadas que lhe batiam palmas. Era bonito. O senhor Inácio foi dos melhores amigos que o meu pai teve, um homem com um singular hálito a iscas e cuja linguagem rude desobedecia a quantas leis gramaticais houvessem. Uma autêntica lenda dos tempos pré-ASAE, era um tipo que usava orgulhosamente a lima do corta-unhas com que limpava o sarro para barrar a manteiga nas torradas, que diga-se, eram "daqui".
A amizade entre o senhor Inácio e o meu pai começou cedo. Foi na madrugada posterior a uma novilhada na Chamusca, em que andaram os dois à bulha, escavacando mutuamente os seus narizes. Ali ficaram amigos para a vida. Ambos eram grandes aficionados, gente que se embebedava com dois litros de vinho e fazia pegas de cernelha de quarto em quarto de hora ao som de um pasodoble. Mas foi em Maio de 1972 que a tragédia aconteceu. Quando tentava instalar uma antena parabólica no telhado da nossa casa, o meu pai caiu, lesionando com gravidade o pulso direito. Como resultado disto, nunca mais pôde meter bandarilhas no dorso de toiros, algo que o transtornou profundamente até ao fim dos dias. Sabe, é com saudade que recordo esse tempo. Esse e aquele em que ouvia cassetes do Cantiflas português no Citroën Ax do meu pai. Ai que bom que era.
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Wednesday, 29 July 2009
António Costa forma Voltron para enfrentar Santana
UNIVERSO/RC - Após muito ponderar enquanto enfardava Panikes com creme de ovos, António Costa decidiu convocar o robô da série animada para defrontar Santana Lopes. Costa, sem experiência em pilotagem, deslocou-se já este domingo à Universidade Independente onde em menos de dez minutos lhe passaram um brevê para condução de robôs de desenhos animados. Santana Lopes, que consta já tinha feito aliança com o CDS-PP, MPT, PPM e o Rei Zarkon do Planeta Doom, viu o candidato do PS, por sua vez, a meter na cabine Helena Roseta e José Sá Fernandes, que vão conduzir respectivamente o braço direito e pé esquerdo do robô. Sá Fernandes, apurou O Indesmentível, escolheu conduzir o pé por ser "apreciador de chispe"; já Roseta, que pediu as bochechas emprestadas a Mário Soares por um ano, ficou com o braço para poder passar os Panikes a António Costa.
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Tuesday, 28 July 2009
Ruínas Mayas
Maya acabou de revolucionar o significado da sigla MILF, que passará agora a ser Mother I'd Like to... Foda-se!!!
Monday, 27 July 2009
Casos de Febre da Dança em Portugal ultrapassam Gripe A
FESTA DO ESPIRRO/RC - O "novo e contagiante programa de entretenimento" da RTP já ultrapassou a Gripe A no número de vítimas em território nacional. Ao que apurou O Indesmentível, 11 novos casos da estirpe dançarina que "vai contagiar Portugal" estão já confirmados. Em conferência de imprensa hoje às 13 horas, a Ministra da Saúde Ana Jorge anunciou que os infectados foram já localizados: "Dez dos casos posso afirmar incluírem os D'ZRT e seus respectivos bailarinos, onde foram verificados leves sintomas de hip-hop e kizomba. Outro caso, mais grave, é o de um senhor que tem um Seat Marbella amarelo a quem a mulher encontrou no quarto a dançar sevilhanas todo nu". Os sintomas da doença caracterizam-se primeiro por um "movimento de ancas semelhante ao de Angélico Vieira" e posteriormente pela "frequentação de discotecas africanas". Entre os grupos de risco encontram-se jovens imberbes, pitas que compram roupa na Zara e Jerónimo de Sousa.
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Saturday, 25 July 2009
Thursday, 23 July 2009
Tuesday, 21 July 2009
Mortal Kombat – para alguns um mero jogo, uma inspiração para Bruno Alves
PORTO/RC O jogador do Futebol Clube do Porto revelou a O Indesmentível que só não fez mais “fatalities” a época passada porque não pôde. “Tenho lá em casa um daqueles livros de truques e dicas para a Mega Drive mas depois não consigo fazer as ‘fatalities’. Acho que ou é do comando ser pequeno ou por eu ter umas manzorras que parecem pás de coveiro”. Mais, diz ter uma personagem favorita no conhecido jogo de luta. “O Jax é quem faz as minhas ‘fatalities’ favoritas: uma em que arranca os braços ao adversário e outra em que lhe arrebenta a cabeça através de uma trolitada a dois punhos.” E confessa já ter tentado aplicar estas técnicas ao futebol, porque o jogo se torna aborrecido sobretudo “depois das putas brasileiras chegarem ao balneário do árbitro no intervalo”. O ex-colega Pepe, afirma Bruno, jogava também com ele. “O Pepe jogava mais era com o Liu Kang. Às vezes até irritava pá, porque ele fazia sempre aqueles pontapés triciclo do uátátátátá, que depois reproduziu nas costas do Casquero do Getafe”.
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Karl Marx acusa: Gordura corporal de Alberto João Jardim é que é inconstitucional
PRÚSSIA/RC – O filósofo alemão Karl Marx não se deixou ficar perante as acusações do presidente do Governo Regional da Madeira ao seu filho Comunismo e disse-lhe das boas no Hi5. Enquanto podava as suas hirsutas orelhas à moto-serra com a mão esquerda e teclava loladas no Messenger com a direita, Marx foi à página de João Jardim no Hi5 e fez-lhe alguns comentários pouco salubres no perfil como “Mein Scheiße Alberto João! P kem anda d cuecax nu carnaval andax mto repontão!”. O prussiano Marx revelou a O Indesmentível que “a gordura de Alberto João é mais inconstitucional que o comunismo” sendo esta afirmação suportada, segundo o filósofo alemão, pelo primeiro artigo da Constituição da República Portuguesa: “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e não no pesadelo que constituem certos gordos transpirados e de cuecas no Carnaval da Madeira”. Por enquanto, Alberto João Jardim – que partilha com a personagem Hurley da série Lost o facto de ser gordo e viver numa ilha – demora em responder às acusações de Marx porque segundo citam fontes Verdana a grua das obras que costuma transportar o líder madeirense da cama para o computador avariou.
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Thursday, 16 July 2009
Yanuco Djaló
Se carregarmos no ícone do Nenuco africano no site da Luciana Abreu está lá um link para o clube de fãs. How appropriate.
Tuesday, 14 July 2009
Diáspora Portuguesa #3 - Quem Queria

Um rapaz na casa dos trinta anos chega a um digno café de emigrantes e educadamente diz:
- Queria um café.
A empregada, uma senhora de penteado lésbico, responde:
- Quem cria são as vacas.
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Monday, 13 July 2009
A Dama do Sinal

Toda a gente conhece a velha história da mãe-galinha, desse tipo de mãe tão carinhosa que chega a um ponto, acaba por aborrecer uma pessoa. A maioria dos indivíduos que tiveram (e/ou têm) mães-galinha gostam muito de se queixar, no fim de contas sem razão nenhuma. Porque a mãe galinha pode ser uma chata, mas não há mãe galinha que não se preocupe com os filhos, e portanto, seja uma mãe como deve ser. A ausência de um pai galo (ou em inglês, dad's cock) sempre foi uma coisa que me fez espécie, pelo menos durante o intervalo do jogo entre Benfica e Shaktar Donetsk.
E isto para chegar aonde? Ao facto de todos os portugueses se poderem finalmente alegrar, pois agora todos temos direito à nossa mãe galinha. Porque não há uma hora nem minuto que o semblante de Ana Jorge não esteja escarrapachado no meu televisor. Parece impossível. A minha mãe ainda hoje, cada vez que solto um dos meus vulcânicos espirros de alergia a tudo o que é poeira (incluindo a da Ivete Sangalo), interpela-me com urgência para saber se está tudo bem com a minha pessoa, se quero tomar uma daquelas drageias que faz enriquecer os pobres dos ricos que tanto têm. Que hei-de fazer? Felizmente tenho uma mãe decente. Agora não sei é se quero ter uma madrasta que me anda a chatear e aos meus espirros. Ana Jorge não tem nada a ver com isso. Os espirros são meus, só meus, e quando não me apetecer espirrar para a mão ou para um lenço de ranhoca Cien não irei hesitar em fazê-lo para o prato de sopa do próximo. Estamos entendidos?
Que coisa é esta da gripe A afinal? É uma gripe para pessoas que só aprenderam a primeira letra do alfabeto? As pessoas andam alarmadas, e com razão -é que aquelas máscaras são ridículas. Se eu quisesse parecer o Jason Voorhees fazia isso no Carnaval. Não, a sério, quantas pessoas já morreram desta gripe e quantas já morreram de gripe normal durante este ano? Se calhar não era mau fazer as contas. É uma doença nova? Fixe, estou farto de tomar anti-gripes com whisky, venha algo mais forte. Hoje apetece-me ter fantasias, tipo o apuramento de Portugal para o Mundial de 2010. Até prova em contrário, comparada com a titular SIDA, esta gripe A ainda joga na Distrital. No dia em que a gripe A matar em Portugal mais do que os acidentes de viação, aí serei uma pessoa feliz. Ou pelo menos satisfeita.
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AA is for Quitters
Quando a Amy Winehouse escrever a sua autobiografia, aposto que vai ser um bestcellar.
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Ó Elvas, Ó Elvas
Os mais velhos frequentadores chamavam aos fins-de-semana na Casa de Elvas a prova dos novos.
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Sunday, 12 July 2009
Saturday, 11 July 2009
31 de Boca
As camisolas de todos os jogadores do Sporting são de algodão, excepto a do número 31, que é poliédson.
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Friday, 10 July 2009
Tudo Bons Rapazes Em Alcácer Quibir

A primeira coisa de que me apercebi quando vi esta capa do álbum de memórias de José Hermano Saraiva foi a extraordinária semelhança entre o ilustre historiador e a personagem de Joe Pesci em Goodfellas, Tommy DeVito. Teria dado um sacana de um filme, Tudo Bons Rapazes Em Alcácer Quibir.
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Wednesday, 8 July 2009
Cidade China

Passavam três minutos das sete quando entrou num escritório uma mulher que não era, diga-se, uma mulher qualquer. Na gíria, diria tratar-se de uma tipa na posse de um trombil que muito deixa a desejar, mas que para Joaquim Guita - detective privado -marcha. Como ele diz frequentemente, «mete-se-lhe um saco na cabeça e já está». Não me lembro de conhecer um homem com tão pouca esquisitice no que diz respeito a mulheres. Se Marinho Pinto tivesse pipi, aposto que não lhe escapava. Há quase vinte anos que aqui trabalho e sempre foi assim. Recordo, em diversas ocasiões, ter ouvido os mais variados e curiosos piropos atirados da janela do seu escritório, enquanto tirava catotas. «Ó estrela queres cometa?» e «com um cu desses ias cagar lá a casa» eram alguns deles. Se não tivesse dado em detective privado especialista na investigação de adultério, certamente Joaquim Guita teria dado um trolha dos melhores, daqueles que come os tremoços com casca e tudo.
Como dizia eu, entrou no escritório uma mulher, na casa dos 40 anos, que de costas me parecia bastante um bisonte. Tinha eu acabado de acender um charuto na varanda do meu cubículo quando ela entrou, de rompante, poluindo o ar com um aroma que ou muito me engano, ou se tratava daquele incenso dos chineses. Sem descurar os chineses, é claro, que o Joaquim não gosta que se diga mal dessa malta, até porque teve uma breve paixoneta por uma chinesa algures nos anos 90 que lhe partiu o coração. Joaquim veio a descobrir que esta senhora não era afinal do sexo feminino mas tratava-se antes de um transexual, ou como diz o povo, uma mulher com brinde. Não recuperou deste trauma. Não por ela (ele?) ser um transexual, mas porque lhe roubou a carteira onde ele tinha guardado um boletim premiado do Totobola. Há coisas que não se fazem a um homem. Seja como for, esta sirigaita de trombas amassadas que acaba de entrar no escritório diz que suspeita que o marido lhe anda a colocar os palitos. Joaquim não se admira.
«Casos destes tenho eu aqui todos os dias, minha agradável tronga - constata Joaquim - Se fosses mulherzinha e fosses chatear os cornos a quem te pariu é que tinhas juizinho.»
A mulher não se fica, e responde-lhe à letra.
«Oiça meu badameco de meia-tijela, não é tarde nem é cedo, vou fazer queixa às autoridades competentes!»
«Tu podes é ir à merda com um balde ou então vires aqui debaixo da secretária com essa tromba que parece que ficou presa num passe-vite e mamares aqui na minha pi**!»
A delicadeza nunca fora o forte de Joaquim Guita. Há quem, inclusive, o defina como uma besta do car****. Quem diz isto não se encontra completamente errado. Posso afirmar, no entanto, que Joaquim possui grande beleza interior - facto que comprovei em Setembro passado quando este se encontrava embriagado e caiu das escadas abaixo, fazendo uma fractura exposta. Bonitos ossos que o homem tem. No fundo, Joaquim é boa pessoa - um ser humano único. Pelo menos, é a única pessoa que conheço que come sandes de feijoada. Ao pequeno-almoço.
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Monday, 6 July 2009
Friday, 3 July 2009
Wednesday, 1 July 2009
Sacanas Sem Glória

É difícil encontrar filmes estrangeiros em Portugal que tenham o seu título traduzido de forma decente, bolas. Agora é o novo do Tarantino, Inglourious Basterds, a quem os geniais tradutores portugueses puseram o merdoso título de Sacanas Sem Lei. É assim meus amigos, a parte do «sacanas», come-se. A parte do «sem Lei» já é fazer merda. Uma pessoa que conhece minimamente a língua inglesa sabe que Inglorious (não Inglourious, versão afrancesada da palavra) significa «sem glória». Ora uma pessoa que não tem glória não quer dizer que não tenha lei, certo? Até porque para aqueles para quem não existe lei, existe glória.
Confuso? Um pouquinho, mas é verdade. Portanto não ter glória é não ter fama, não ter honra; não é não ter lei. Não ter lei é ser bandido. Simples. Ora estes tipos do filme de Tarantino, não são bandidos. Se neste filme os heróis fossem nazis bem, talvez o título fosse apropriado; agora os heróis deste filme limpam o sebo a nazis. Um pouco de pesquisa não ficaria nada mal a estes senhores tradutores. Este filme faria sentido chamar-se Sacanas Sem Lei se os seus heróis fossem gente do gabarito de Fátima Felgueiras, Avelino Ferreira Torres, Valentim Loureiro, Pimenta Machado, Vale e Azevedo, Pinto da Costa, Oliveira e Costa, João Rendeiro, Dias Loureiro ou Vítor Constâncio. Estes sim não têm lei.
Uma breve sugestão aos senhores tradutores: dediquem-se à actividade piscatória.
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Monday, 29 June 2009
Diáspora Portuguesa #2 - Baralho de Bolso

Uma moça no trabalho, após encontrar um baralho de cartas dos que tem tipas de mamocas protuberantes ao léu e com o pipi encostado ao naipe, disse:
- Vou levar isto para casa para o meu homem, que é para ele bater punhetas enquanto 'tou a trabalhar!
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Thursday, 25 June 2009
Uma Cadeira Em Estado Novo

Foi no dia 25 de Abril de 1974 que bem mais de meia-dúzia de indivíduos fardados se lembraram de atirar flores, mais concretamente cravos, a uma multidão exaltante e desprevenida. Embora segundo a anterior descrição pareça que nos estejamos a referir reminiscentemente ao Arraial Pride ou ao modus operandi do Mascarado de Navegante da Lua, foi desta forma que se perpetrou em Portugal aquilo a que certas pessoas gostam de chamar revolução. Outras, contudo, gostam de chamar-lhe Horácio.
Não que isto tenha verdadeiramente algum sentido, mas acho que o fazem apenas pelo prazer sádico de confundir uma pessoa. Anos antes de Horácio (ou para os mais chegados 25 de Abril) sucedeu que o então chefe do Estado Novo caiu da cadeira. Tudo aconteceu sem espanto da opinião pública em geral, que sabia que Salazar era um forreta e naqueles anos todos teve sempre a mesma cadeira, uma merda feita de contraplacado comprada no Pagapouco. Salazar, diz-se, não recuperou deste episódio. Nem deste, nem dos últimos três mil e setenta e oito da novela Anjo Selvagem. Há quem diga que uma mãe de santo o fez reencarnar num utensílio de cozinha, mas não há ainda elementos que o comprovem.
Como é do conhecimento geral ou nem tanto, António Salazar (também conhecido por Tony Salazar, Toninho Salazar, Tóne Salazar, Tó, ou em casas de alterne, Vanda) teve uma infância difícil. Não só nasceu numa terra com o nome de Santa Comba Dão como também era aquele que ficava sempre mais tempo no meio quando jogava à rabia com os colegas. Vivia com a mãe e irmãs, que eram tão verdadeiramente repelentes que a possibilidade da prática de incesto se afigurava nula. Amigos de infância revelaram que António era um garoto de jogar muito ao peão, jogo esse que consistia em atravessar a estrada feito parvo só para ver se se era atropelado por uma carroça.
Essa brincadeira acabou por dar para o torto, e acabou por ir estudar Direito em Coimbra. Haviam dois colegas na turma de Direito do antigo líder português que partilhavam o prazer sádico de lhe dirigir a palavra, e que mais tarde viriam a ser convidados para uma famosa estância de férias em Peniche. O curso de Direito, esse, terminou-o com uma média de dezanove valores, o que lhe valeu a entrada no programa "O Juiz Decide", como consultor.
A exposição mediática que não teve levou-o invariavelmente ao Governo, onde viria a ser convidado a assumir duas pastas, uma Pepsodent e uma Couto. Durante três milhões e setecentos mil anos Salazar permaneceu na cadeira do poder - jogando a edição especial do Quem É Quem que tem as caras dos membros dos Slipknot - até a dita cuja inevitavelmente se escavacar. Essa peça de mobiliário, segundo consta, foi igualmente convidada a visitar Peniche, acabando por resultar numas estacas daquelas que servem para segurar tendas de campismo.
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Wednesday, 24 June 2009
Tuesday, 23 June 2009
Diáspora Portuguesa #1 - Senhora no Cabeleireiro

Um cão pequeno e inofensivo aproxima-se gentilmente de uma senhora muito bem vestida, na casa dos 50, com uma beleza que remete ligeiramente para o marafona. O canito, com meiguice, dá-lhe uma lambidela simpática na canela e ela, com a delicadeza de uma carrinha de caixa aberta e com taipais, diz-lhe:
«Vai mas é lamber o caralho do teu patrão!»
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Monday, 22 June 2009
No Consultório de Hackenbush #1

Se lhe diagnosticarem pé-de-atleta, não pense que pode bater o Nélson Évora no salto em comprimento.
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Como se vem parar ao pénis...
Desde que tive a bela ideia de colocar ali o sitemeter do lado direito da página, tenho vindo a constatar que este blogue tem tido algumas visitas. Contudo, não se trata de algo adquirido por mérito próprio, mas antes consequência do blogue ter o nome que tem. Por conseguinte, aqui vai uma lista de coisas que algumas pessoas pesquisam no Google e que, por isso, vêm parar cá ao estaminé.
- penis do jovem principe ingles
- receita penis
- o pinto do bonitão
- avos cuidado involuntario
- beto vasconcelos foto penis
- pênis bonito
- penis
- se cortar o penis eu morro
- tamanho*supositorio
- penis bonitos
- fotos trombose peniana
- penes grande e fiar no cu
- como fazer o penis ficar bonito
- ver penis bonitos
- "penis de angelico vieira"
- quero ver fotos de penis humano
- penes de cornos
- eu acho penis bonito
- camisolas par de cornos
- um penis bonito.
Ufa. De salientar que a maioria das coisas que aqui estão foram pesquisadas no Google brasileiro, exceptuando "penis de angelico vieira", "penis bonito" e "camisolas par de cornos", que foram pesquisados no Google português. Todos estes dados podem ser verificados através ali do boneco do sitemeter, basta que lá carreguem. Não inventei isto, mas bem que gostava. É que se cortar o pénis eu morro. De trombose peniana.
Friday, 19 June 2009
Thursday, 18 June 2009
Universo Paralelo
Se eu não gostar de mim, quem gostará?
Wednesday, 17 June 2009
Camões Benfiquista

Os árbitros e assistentes assobiados
Que no colossal Estádio da Luz
Por penalties ao adversário assinalados
Mereceram viagem a Vera Cruz
Com iates e Ferraris comprados
Mais que a força monetária permitia
E num condomínio privado edificaram
Nova mansão, que tanto sublimaram
E também essas contas bancárias
Desses juízes, foram dilatando
A pé, é certo, nunca mais andaram
Por África e Ásia andaram passeando,
Aqueles cujas obras bem lucraram
Se vão das leis do Estado libertando:
Apitando espalham por todo o lado
Faltas que nem um cego via alcoolizado
Cessem do senhor Reinaldo e do Pintinho
As patifarias assim para o grandes que fizeram;
Cale-se de Zé Mourinho e de Pedroto
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre benfiquista,
A quem Vale e Azevedo gamaram.
Oiça-se o que Luis Piçarra canta,
Esta nação, a de uma águia bem pilantra
E vós, ó capitães de equipa, pois criado
Tendes em mim uma certa simpatia
Se sempre, for em golos, celebrado
Como tremoços e cuspo cascas contente,
Dai-me agora golo nada de especial
Que ainda irei de pronto ao meu quintal
Gritar que bonita foi esta jogada
E de resto vomitar entremeada
Deu-me uma fúria grande e sonorosa
E não de arroto leve ou flatulência
Mas de diarreia canora e belicosa
Que o peido acende e se lhe dá incandescência
Deu-me uma tal dor de barriga jeitosa
Gente, de me ajudar tenham a decência;
Senão aviso que cagarei o Universo
Com tudo o que não pude pôr em verso
Tuesday, 16 June 2009
Um Touro ao Volante

Boa memória é uma coisa que herdei de família. O meu pai, por exemplo, Armando Baraço, gostava de salientar todos os dias à hora de jantar as virtudes de uma boa memória. Ele lembrava-se de tudo - tudo mesmo - e em grande detalhe. Lembrava-se, por exemplo, da primeira vez que comeu um Kinder Surpresa e, por inexperiência ou puro desconhecimento, acabou por engolir também aquele recipiente de plástico que guarda os bonecos e é do tamanho dos supositórios utilizados por Cláudio Ramos.
Parte dessa faculdade do meu pai, tenho também eu, Vitorino Baraço, que acabo parvamente de me aperceber de que me lembro de quando fui á metrópole. Foi como se tivesse sido ontem, pena que tenha sido anteontem. Gostei como o caraças da forma simpática e atenciosa com que as pessoas me trataram. Recordo estar numa paragem de autocarro preparando-me para encher o bandulho quando um jovem roupido com umas calças de marca Resina e de tom de pele muito acastanhado que dá ideia de que vive num solário, muito atenciosamente, me apontou uma navalha que muito jeito deu para cortar um queijo de cabra Palhais que levava no farnel.
Pela cidade andei muito a penantes, cruzando-me inclusive com o famoso Aladino, que transportava a sua noiva enrolada no tapete de Arraiolos voador às costas e tinha um odor corporal que se situava algures entre o sovaco de mamute e o hálito a chamuça. Mas nem tudo foi mau. Nesse dia conheci um tipo que havia de mudar em quase nada a minha vida, embora eu não o soubesse. O sujeito chamava-se João Baptista Clemente, um taxista de 51 anos com uma particularidade: era bovino. Ao entrar no seu táxi apercebi-me de dois artefactos que lhe davam uma decoração digna de taberna miniaturizada e a motor: Em primeiro lugar, o seu portentoso par de cornos, e depois, um barrete de campino pendurado no espelho retrovisor que se encontrava devidamente decorado num padrão de sangue seco.
«Foi um forcado a quem limpei o sarampo» contou-me orgulhosamente João Baptista «Era um beto ali de Samora Correia, daqueles que os pais têm Land Rovers e penduram pullovers da Sacoor nos ombros. Não fiquei com remorsos»
Assim era João Baptista. A sua vida era uma lição para todos os touros que viviam no ostracismo do gueto que é a ganadaria. Ao contrário dos restantes bovinos machos, cuja vida passava somente por ganadarias, toureio e depois, matadouro, João decidira que aquele não era o seu destino.
«Sempre fui o mais rebelde da minha ganadaria. Gosto de me comparar com o Mico da Câmara Pereira. Ele achou que o fado não era para ele, e eu achei que o toureio não era para mim. Um gajo nasce como nasce, né? O Mico acabou por se tornar um grande músico rock e eu um grande taxista. Acho que, enfim, traçámos caminhos muito idênticos»
Nota-se no olhar de João Baptista claramente os olhos de um boi, mas de um boi transformado pela metrópole, um boi que abandonou os cascos e possivelmente recorreu a cirurgia para obter aquelas mãos humanas de onde se destaca o seu mindinho, onde deixou crescer uma fascinante unhaca que tanto pode servir para limpar o salão como a cera dos ouvidos como para coçar o cu quando as circunstâncias assim o justificam.
« O meu grande sonho pá» confidenciou-me «Foi sempre o taxismo. Esta coisa de ser parlapatão e distrair os clientes para demorar mais tempo a chegar ao destino, falar da bola, isso tudo, foi uma coisa por que sempre tive fascínio».
Mas a vida de João Baptista nem sempre foi um mar de rosas. No início teve dificuldades em adaptar-se.
«Quando vim para Lisboa foi complicado. As pessoas não estavam habituadas a ver um toiro ao volante, não havia abertura para isso. Havia muito ainda aquela ideia de que os toiros deviam era levar com farpas na lombeira, calar o bico e transformar-se em bitoques de novilho. Isso comigo acabou. Posso dizer que as pessoas começaram a pouco e pouco a ver-me com outros olhos, nomeadamente de vidro, depois de eu lhes vazar a vista com esta cornadura que ostento orgulhosamente»
João Baptista lamenta que, do sítio de onde vem, apesar do orgulho que tem nas suas origens, ninguém tenha ambição como ele teve, ou se tem, rara é.
«Sabe, o pessoal da ganadarias tem um grande problema, que é pensarem todos que só servem para dar cornadas e mais nada. Você vê nas corridas da TVI e isso, aquilo é lá vida?! Andam para ali a correr feitos parvos e a levar farpas no lombo e depois pumba, batem a bota. E com as vacas o assunto é o mesmo. A grande maioria quer é dar leite, que lhes andem a mugir as tetas o dia inteiro. De vez em quando há uma ou outra que, como eu, decidem ter uma vida diferente. Há aí agora uma que é cantora, aquela Luciana Abreu.»
E justifica o seu sucesso:
«As pessoas gostam de mim porque sou o único taxista de Lisboa que acelera quando vê um sinal vermelho, ao contrário dos outros, que mal vêem o verde já começam a abrandar.»
O tempo foge na companhia de João Baptista Clemente, talvez com o medo estereotipado de que este lhe dê uma valente cornada. Desde então, nunca mais conheci um tipo que fizesse tão bem o ponto de embraiagem quanto ele. O orgulho que demonstrava quer no seu par de cornos quer numa camisola do ex-jogador do Benfica Argel faziam dele uma figura deveras solene, que trazia reminiscências da grande besta que ele era. Seiscentos e setenta e dois quilos de peso, dez dos quais só nos genitais, oriundo da ganadaria José Maria Albuquerque Arruda de Vasconcelos. Nunca foi toureado, mas matou um forcado. E isso, meus amigos, ninguém lhe tira.
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Monday, 15 June 2009
Uma Cantiga para Joao Pelela
Para os moderadamente viciados em videojogos, particularmente em Pro Evolution Soccer, e que acompanharam o progresso das equipas portuguesas neste jogo, fica aqui uma canção que encontrei no Youtube que uns tipos espanhóis fizeram quando fumaram uma quantidade presumivelmente valente de estupefacientes. O tema é dedicado a Joao Pelela, jogador dessa grande equipa chamada Lisbonera, e é do caraças. Ando a cantar isto há dias, e nunca me canso.
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Thursday, 11 June 2009
Homofonias #1

De forma um pouco mais modesta e menos parva do que deus, que criou tudo a partir do nada, inauguramos hoje neste blogue uma nova rubrica que dá pelo nome de Homofonias. Esta rubrica dedica-se essencial e inutilmente a encontrar em temas musicais de outros idiomas que não o português, frases ou expressões que pareçam mesmo em português ou que se a gente fizer um nadinha de esforço, acabam por parecer. Confusos? Acredito que sim. Passemos portanto ao primeiro exemplo de o que se quer como homofonia para esta rubrica, ou lá o que isto é. Trata-se de um tema do álbum First Impressions of Earth dessa banda chamada Strokes, que são uns gajos muita despenteados que gostam de parecer rebeldes. Acontece que, exactamente entre os quatro e oito segundos do minuto três deste tema o vocalista solta a seguinte frase: «a Amanda não deixa picar». Basta ouvir.
Esta homofonia foi-me indicada pelo meu caro Ricardo Silva.
Ah, e o tema é You Only Live Once. Coijo.
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Wednesday, 10 June 2009
Tuesday, 9 June 2009
The Schmucks List

Já que estamos numa de dead ringers, tinha de fazer referência ao facto de José Pinto Coelho, secretário-geral do PNR, ser a cara chapada de Count Zaroff, personagem interpretada por Leslie Banks em The Most Dangerous Game. Neste post, como o título indica, vou (não sei bem porquê) apresentar produtos que os militantes do PNR presumivelmente adquirem quando vão ao supermercado, produtos que não vão contra as suas convicções políticas:
- 1 garrafa lixívia Neoblanc;
- 1 pacote farinha Branca de Neve;
- 1 chocolate Galak;
- 1 pacote leite;
- 1 embalagem pães de leite;
- 1 dúzia de ovos (sem gema);
- 1 garrafa batida de côco;
- 1 Magnum branco;
- 1 embalagem de peitinhos de frango (carne branca);
- 1 cabeça de alho;
- 1 pacote de açúcar (mas não do mascavado).
- 1 garrafa vinho branco;
- 2 pacotes de esparguete, marca Nacional;
E o que um militante do PNR nunca compra...
- Bollycao (excepto se o recheio for branco);
- Chocapic duo (não se quer cá misturas);
- Bolo de Mármore;
- E quase me esquecia, Conguitos.
Tenho a plena noção de que este post foi um esterco, principalmente pela ofensiva comparação de Leslie Banks com Pinto Coelho. Sorry.
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Sunday, 7 June 2009
Wolverine à Portuguesa


Ao primeiro podem faltar as garras, mas o segundo não tem SG Ventil. Pity.
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Saturday, 30 May 2009
Thursday, 14 May 2009
O Bom, O He-Man e o Péssimo

Não há bela sem senão, lá diz o povo na sua parvoíce. Mas neste caso a máxima aplica-se. É que era impossível ter um post metade sobre Angélico Vieira e metade sobre o He-Man sem fazer uma montagem ranhosa de três minutos com os dois. Mas atenção, isto são três minutos da minha pessoa a fazer uma montagem ranhosa, pois há quem demore muito mais a fazer pior e quem em menos tempo faça bastante melhor. Mas isto nada tem a ver para o assunto. Ou tem mas pouco. Adiante.
Tenho um problema de maturidade. Sinto-me como se tivesse saído à pouco tempo da escola primária, continuando a colar macacos debaixo de tampos de mesas ao meu alcance. Sinto uma profunda nostalgia, a mesma de quando via o Knight Rider e o A-Team aos seis anos (e dos quais, apesar do regrado consumo de estupefacientes durante um certo período da minha vida, ainda me lembro). Lembro-me de ver aquilo em inglês com legendas e não perceber um cu. Mas gostava - da mesma forma que não perdia um episódio do He-Man. The Times They Are A-Changin'? Nem por isso. Decorria o ano de 1991 - estava eu nos meus cinco anos - e a cachopada andava maluca por causa deste guerreiro musculado com cabelo à foda-se. Hoje em dia, temos um guerreiro musculado chamado Angélico Vieira que tem vários talentos escondidos, de tal forma que nem a equipa inteira do programa Caça ao Tesouro juntamente com Jack Sparrow é capaz de os encontrar. Pelo menos He-Man, na sua dignidade de príncipe de Eternia/trolha, lá empunhava aquela espadona no ar e gritava «pelo poder de Greyskull!» - já Angélico mostra a barriga em qualquer sítio onde vá e tem um videoclip chamado «Bailarina» que há quem afirme estar relacionado com uma "música".
He-Man via-se que era canastrão, mas porra, ele era um desenho animado e como tal tem desculpa, agora Angélico não. A qualidade mongolóide com que Angélico interpretava um pintor naquela novela da TVI que era uma espécie de Anjo Selvagem com cavalos era fascinante. Como é que um tipo que é pintor tem tantos músculos? Talvez os pincéis sejam pesados, não sei. É impressionante como mudaram os ídolos da pequenada. Quando eu era petiz tinha este sonho de ter cabelo à foda-se e dar bordoada no tal esqueleto que usava um oleado preto como roupa; os cachopos de hoje ou querem ter músculos no abdómen e imitar aquela dança que Angélico faz com as ancas para a qual não consigo arranjar adjectivos ou querem ser como o Cristiano Ronaldo (que vai parar quase ao mesmo). He-Man, apesar de um desenho animado, era uma boa pessoa. Não se metia na vida alheia, pagava os seus impostos e sobretudo, só mostrava a barriga quando era para dar bordoada. Tinha princípios, não se pondo com choradeiras quando soube que o Dolph Lundgren ia fazer dele no filme de 1987.
Por falar em filme, parece que a pérola em que Dolph Lundgren e Frank Langella brilharam vai ter seguimento, ou melhor (pior?), vai ter novo "episódio" com um tal de Evan Daugherty a escrever essa coisa que provavelmente se vai chamar de Grayskull. Segundo consta é uma história parva (nada de surpreendente, portanto), e agora parece que Adam já não é príncipe de Eternia mas um soldado que passeia por ali á procura do seu destino e encontra-o, mais propriamente arruinando o plano do malévolo Skeletor. Eu tenho simpatia para com o He-Man e tudo, mas era possível deixarem o raio do Skeletor concretizar o seu plano? Que coisa é esta de estarem sempre a estragar os planos de um tipo lá porque ele tem cara de esqueleto e veste um oleado preto? Quem realiza é John Stevenson, de Kung Fu Panda, noticiou a Empire no dia 13 de Maio. Oh joy.
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Tuesday, 28 April 2009
Thursday, 23 April 2009
Cada Macaco No Seu Galho

Grande parte das pessoas, pelo menos uma vez na vida, já visitou o jardim zoológico. E normalmente não o fazem mais nenhuma vez, pois como no circo, as atracções são escassas e repetitivas. Não que eu não goste de bicharada, atenção - tenho é a plena noção de que os bilhetes são muito caros e que se quero ver animais em acção tenho o debate quinzenal na Assembleia da República. Mas claro, como em tudo, há excepções.
Uma delas é decerto o caso do singularmente idiota Reinaldo Matias, contabilista de profissão que todos os fins-de-semana leva o seu filho Tó Mané a um passeio no Jardim Zoológico, em parte porque é parvo. Reinaldo, como não devem estar a par, teve uma infância difícil. Logo ao nascer a sua mãe biológica, porque o achou com cara de quem tem autismo, meteu-o num cesto de compras e mandou-o rio Tejo abaixo. O cesto, esse, acabou por se afundar, ao contrário de Reinaldo, que teve a sorte de ser transportado por uma fataça em salutares pulos até à margem pertinho de Alpiarça, onde se encontrou brevemente com uma embalagem de asticot. Poucos dias depois, não sei se por sorte se por azar, foi encontrado por um bando de selvagens sopinhas-de-massa desempregados e que se entretinham a comer rótulos de garrafas de trinaranjus.
A primeira visita à Aldeia dos Macacos é sempre marcante. Nela acabamos por constatar não apenas que Charles Darwin estava correcto como os saguins são, tal como nós, gente muito pouco civilizada. Reinaldo fica sempre aparvalhado quando vai ao zoológico e vê seres de inteligência superior a ele mesmo.
"Que regabofe", gargalha Reinaldo, enquanto leva com uma casca de banana em cheio nas trombas. E enquanto Reinaldo se encontra ensimesmado com este pedacinho de civilização macacal, o seu pequeno filho Tó Mané decide tomar a liberdade de ir ao poço dos crocodilos resgatar um pacote de sugus de ananás que deixara cair.
Uma delas é decerto o caso do singularmente idiota Reinaldo Matias, contabilista de profissão que todos os fins-de-semana leva o seu filho Tó Mané a um passeio no Jardim Zoológico, em parte porque é parvo. Reinaldo, como não devem estar a par, teve uma infância difícil. Logo ao nascer a sua mãe biológica, porque o achou com cara de quem tem autismo, meteu-o num cesto de compras e mandou-o rio Tejo abaixo. O cesto, esse, acabou por se afundar, ao contrário de Reinaldo, que teve a sorte de ser transportado por uma fataça em salutares pulos até à margem pertinho de Alpiarça, onde se encontrou brevemente com uma embalagem de asticot. Poucos dias depois, não sei se por sorte se por azar, foi encontrado por um bando de selvagens sopinhas-de-massa desempregados e que se entretinham a comer rótulos de garrafas de trinaranjus.
Estes adoptaram-no, compraram-lhe peças de roupa no Fabio Lucci e mandaram-no à vida dele porque também acharam que ele tinha cara de quem é autista. Seja como for, poderia estar aqui três horas a falar da adolescência de Reinaldo e de como enfrentou dilemas imensos, como cortar ou não o ridículo buço que se tinha alojado acima do lábio superior quando o matulão da escola, o Bolas, o tinha avisado que se ele o rapasse à gilete aquilo acabaria por crescer com mais força, mas não valeria muito a pena.
A primeira visita à Aldeia dos Macacos é sempre marcante. Nela acabamos por constatar não apenas que Charles Darwin estava correcto como os saguins são, tal como nós, gente muito pouco civilizada. Reinaldo fica sempre aparvalhado quando vai ao zoológico e vê seres de inteligência superior a ele mesmo.
"Que regabofe", gargalha Reinaldo, enquanto leva com uma casca de banana em cheio nas trombas. E enquanto Reinaldo se encontra ensimesmado com este pedacinho de civilização macacal, o seu pequeno filho Tó Mané decide tomar a liberdade de ir ao poço dos crocodilos resgatar um pacote de sugus de ananás que deixara cair.
Mas como já a tribo suméria dos Garamukhsarabandpipicocó havia salientado e bem, rir das coisas que um símio faz traz sempre consequências imprevisíveis à vida de um ser humano. Reinaldo viria a descobrir isso da pior forma na segunda-feira seguinte, quando acabado de chegar ao trabalho repara que - depois de na sexta-feira ter faltado sem aviso prévio - tinha sido prontamente substituído por um novo contabilista, mais precisamente um babuíno de doze anos da Baixa da Banheira que tinha todos os álbuns dos Onda Choc, só que os comeu.
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Tuesday, 21 April 2009
Saturday, 18 April 2009
Os Dispensáveis

O filme mais aguardado do ano. Para mim, claro está, mas duvido que esteja sozinho. Lembram-se de quando o Inglorious Basterds do Tarantino era para se chamar Inglorious Bastards e juntar as estrelas de acção chunga todinhas numa só película? Pois bem, entretanto o Tarantas abichanou e foi lá buscar o Brad Pitt, o Mike Myers (a.k.a Austin Powers), Michael Fassbender e parafraseando um adepto do Benfica, uj ôtos todj. Sylvester Stallone acabou por se aborrecer pelo facto do realizador de Pulp Fiction ter escolhido actores (mais) choninhas e decidiu portanto fazer o seu próprio filme de "tipos duros como calhaus numa missão para limpar o sarampo a um pulha".
A película em questão tem o sugestivo título The Expendables e conta entre o seu elenco com algumas das mais carismáticas estrelas da acção chunga (e alguma menos chunga) dos últimos vinte anos. Estou a falar de Arnold Schwarzenegger, o próprio Stallone, Eric Roberts, Dolph Lundgren, Jason Statham, Jet Li e o recentemente nomeado para oscar, Mickey Rourke. Porra, só falar nisto deu-me tesão, mas se calhar é de mijo. É o próprio Stallone que, além de realizar, escreve, portanto estou minimamente descansado - até porque gostei do Rocky Balboa e do Rambo, apesar de no último haver ali muita juventude que falece á papo-seco. Seja como for, os malandros da Empire tiveram a amabilidade e conveniência de no seu site mostrar ao público as primeiras fotos das filmagens daquilo que parece se irá tornar, esperemos, um filme do catano. É que mesmo que seja mau, vai ser bom. E mesmo que seja bom, vai ser mau. O que é óptimo.




Bonito, sim senhor. Perfeito? Longe disso. Nem toda a turma "chunga" quis participar neste épico. O João Cláudio Van Damme e Kurt Russell fizeram-se de esquisitos e recusaram o convite de Stallone. A meu ver, mal, porque adorava ver o francês a dar pontapés rotativos nas fuças de certos indivíduos. Desde JCVD que Van Damme pensa que é um actor digno de outros papéis. Cá para mim é mas é parvo. Já quanto a Kurt Russell não há ainda grandes certezas, nem quanto a algum do cast secundário. É certo que estou com grande expectativa para ver que coelhos ou outro bicho qualquer o Stallone vai tirar da cartola, mas há coisas com que dificilmente conseguirei viver, como a ausência de Lorenzo Lamas, Michael Dudikoff, Bolo Yeung, Steven Seagal ou Chuck Norris (principalmente) deste autêntico leviatã que é The Expendables. Mas já dizia o outro, não se pode ter tudo. Mas é pena.





Na primeira foto deste grupo Stallone (aqui no papel de Barney Ross) corre desalmadamente como se estivesse aflito para fazer um bom chichi, o que evidencia a excelente forma física deste tipo de 62 anos. Se eu tiver oportunidade de chegar a esta idade, julgo que a cada três metros tenho uma trombose. Se bem que Stallone já tem cara de quem teve uma trombose. Pois. Logo debaixo da primeira imagem temos uma foto que não vale um tusto mas que mostra Eric Roberts e o calhau Steve Austin do wrestling a voar, tudo porque alegadamente terá arrebentado uma bomba. Na outra em que Stallone está sozinho, bem, ele tem uma pistola. Se calhar não está bem sozinho. E finalizando, cá em baixo tal como o tiroliroló, estão Sylvester e Jason Statham, como Lee Christmas. De destacar que os dois têm boné. O porquê de destacar isto, bem, passa-me ao lado.
Bonito, sim senhor. Perfeito? Longe disso. Nem toda a turma "chunga" quis participar neste épico. O João Cláudio Van Damme e Kurt Russell fizeram-se de esquisitos e recusaram o convite de Stallone. A meu ver, mal, porque adorava ver o francês a dar pontapés rotativos nas fuças de certos indivíduos. Desde JCVD que Van Damme pensa que é um actor digno de outros papéis. Cá para mim é mas é parvo. Já quanto a Kurt Russell não há ainda grandes certezas, nem quanto a algum do cast secundário. É certo que estou com grande expectativa para ver que coelhos ou outro bicho qualquer o Stallone vai tirar da cartola, mas há coisas com que dificilmente conseguirei viver, como a ausência de Lorenzo Lamas, Michael Dudikoff, Bolo Yeung, Steven Seagal ou Chuck Norris (principalmente) deste autêntico leviatã que é The Expendables. Mas já dizia o outro, não se pode ter tudo. Mas é pena.

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Wednesday, 15 April 2009
Tuesday, 14 April 2009
Thursday, 9 April 2009
Monday, 6 April 2009
Cuidado com o cão

(imagem gentilmente cedida pelo amigo Hélder Silva)
Contam-se pelos dedos da mão esquerda de Vítor Jardim as vezes que já atropelei cães durante a minha curta vida. Mas como o leitor não deve estar a par, Vítor Jardim trata-se de um carpinteiro com quem tive uma breve relação de amizade - cerca de três minutos - se não me falha a memória entre as 18 e as 19 horas do dia 23 de Janeiro de 1998. Vítor, metade por infortúnio metade por parvoíce, perdeu quatro dedos da sua mão esquerda numa serra quando tentava resgatar na sua oficina uma moeda de dez escudos que lhe tinha caído do bolso do fato-macaco. Tudo isto lhe causou enorme transtorno, em especial pelo facto de nunca mais poder vir a usar luvas na vida, porque convenhamos, usar uma luva na mão direita e usar outra na esquerda quando se lá tem apenas um polegar é uma visão que invoca uma certa comicidade.
Tudo isto para contar a história de Ludovino Algeroz, que em Setembro de 2001 atropelou um cão à saída da Festa do Avante. O cão, apurou Ludovino poucos minutos após lhe ter passado a roda esquerda dianteira de um Fiat Panda por cima, ficou quase totalmente esborrachado. O condutor tentou ainda ver qual era a raça do dito animal mas foi incapaz - em parte devido ao facto de não ter os óculos consigo, já que fazia dois dias os tinha trocado por uma lata de atum Nixe. Contudo, e para mal dos seus pecados, Ludovino viria a descobrir dentro de alguns dias que a raça do cão era afinal cigana, quando lhe apareceu à porta de casa uma matilha de rafeiros que mais não eram do que os familiares todos do bicho: pais, irmãos, primos, avós, sobrinhos, tios, o padrasto, a madrasta e mesmo um primo que estava emigrado no Burundi e já não o via desde o casamento da irmã mais velha.
Durante mais de vinte e dois meses os cães trataram de atazanar o juízo a Ludovino mediante o exercício de diversos latidos direccionados aos pneus do seu carro e mesmo a ele próprio quando ia para o trabalho. Isto até ao dia 12 de Fevereiro de 2003, quando Ludovino teve a amabilidade de pôr termo ao martírio e à sua própria vida, enforcando-se com o atacador de uma sapatilha no candeeiro da sala de jantar. Deixou um bilhete de suicídio que dizia clara e sucintamente:
"Seus cães ciganos do car*lho, eu morro mas vocês também não escapam! A ração Orlando do Lidl que vos dei a comer hoje de manhã estava cheia de veneno de ratos. Ora tomem lá!"
Ludovino Algeroz, apesar de morto, veio a ser condenado posteriormente a 25 anos de prisão e levado para o cemitério da Rebordosa, acusado dos crimes de suicídio e homicídio involuntário, de um vagabundo que acabou por roubar a comida aos cães.
Ludovino Algeroz, apesar de morto, veio a ser condenado posteriormente a 25 anos de prisão e levado para o cemitério da Rebordosa, acusado dos crimes de suicídio e homicídio involuntário, de um vagabundo que acabou por roubar a comida aos cães.
Os cães, contudo, acabaram também por morrer depois de comerem o vagabundo morto. Os familiares de Ludovino nem tiveram tempo absolutamente nenhum de chorar a sua perda, pois mal os também ciganos donos dos cães souberam da morte dos bichos limparam-lhes o sarampo que foi uma categoria.
Viria mais tarde a ser apurado num inquérito policial que, no dia em que atropelou o cão, Ludovino conduzia sob o efeito do comunismo. Mais um dado negro para as nossas estatísticas.
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